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Brasília

Blitz constata que 40% dos ônibus que atendem Ceilândia circulam lotados

A fiscalização dos ônibus é iniciativa dos deputados Rafael Prudente, Chico Vigilante e Valdelino Barcelos

Catarina Lima

16/12/2020 17h48

Data da foto: 2005 Cadeiras e bancos diversos.

Uma blitz surpresa nos ônibus que circulam na região de Ceilândia realizada pelo presidente da Câmara Legislativa , Rafael Prudente (MDB), e pelos demais deputados Chico Vigilante (PT), Fernando Fernandes (Pros) e Valdelino Barcelos (PP) encontrou várias falhas no cumprimento das medidas sanitárias de combate ao coronavírus. Por solicitação dos parlamentares, a secretaria de Mobilidade do Distrito Federal prometeu recolocar em circulação 50 dos 247 coletivos que tinham sido retirados da rotina de viagens devido à redução de 10% da frota, medida que acontece todos os anos nos meses de férias escolares. Os distritais também foram à Planaltina, mas não verificaram problemas de superlotação. A frota total do DF é de 2.500 veículos, divididos entre as empresas, Pioneira, Marechal, Piracicabana Urbe e a estatal TCB. A blitz continuará por outras cidades do DF.

A primeira blitz aconteceu no dia 11 de dezembro, às 6 horas, em um ponto de ônibus, em frente ao restaurante comunitário de Ceilândia. Foram fiscalizada 32 linhas. A visita resultou em um ofício elaborado pelo grupo de distritais e encaminhado à secretaria de Mobilidade. No documento foi detalhado o número da cada linha vistoriada, o horário em que o veículo chegou no ponto onde a blitz se encontrava e a lotaçãode pessoas em cada ônibus. De acordo com relatório todos os 32 veículos estavam lotados e alguns superlotados.

No ofício encaminhado ao secretário de Transportes, Rafael Prudente disse que durante as duas horas que estiveram no ponto da Ceilândia foi possível constatar que existe superlotação de passageiros em 40% dos ônibus que por lá trafegam. “Em razão da superlotação, não foi possível observar o interior dos ônibus a existência de medidas sanitárias de prevenção ao coronavírus. Os deputados solicitaram ao Poder Executivo solução para o problema.

Já o deputado Chico Vigilante disse que onde foi possível observar, as empresas não estão disponibilizado álcool em gel para os usuários. O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, João de Jesus, argumentou que é difícil para os motoristas controlar o uso da máscara. “Algumas pessoas não querem obedecer e até agridem o motorista ou o cobrador que insiste no cumprimento da norma”, explicou o sindicalista.

Até o momento, segundo o Sindicato dos Rodoviários do DF, dos 13 mil rodoviários da capital, 14 já morreram vítimas de coronavírus. A entidade não soube, no entanto, precisar o número de casos confirmados entre os membros da categoria. “Nos horário de pico os ônibus circulam lotados sim. É um risco para todo mundo”, frisou o rodoviário.

Semob

A secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) esclarece que a adequação da frota de ônibus do Distrito Federal começou a ser feita no dia 7 de dezembro e que, desde então, tem acompanhado de perto a operação do sistema.

As linhas e horários mais procurados não sofreram alterações e a adequação da frota está concentrada nas linhas que já apresentavam baixa demanda e onde a procura tende a diminuir ainda mais nessa época do ano.

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