Por Caroline Purificação
A Black Friday promete impulsionar o comércio do Distrito Federal neste fim de semana. Lojistas esperam uma movimentação de cerca de 160 mil consumidores, na sexta-feira (28/11) e sábado (29/11), nas lojas físicas e shoppings da capital. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), o gasto previsto para cada cliente é de R$390,00 reais, um crescimento de 28% comparado ao valor investido no mesmo período de 2024, quando do registro foi de R$305,00. Próxima do natal, a data comercial é uma grande aposta para o faturamento do comércio local.
Representando cerca de 35 mil varejistas com 135 mil profissionais, o Sindivarejista recomendou aos estabelecimentos estenderem as promoções até sábado, quando os clientes possuem mais disponibilidade para irem às compras. Com a grande concorrência entre as lojas, outra sugestão é apostar em ofertas mais eficazes e no reforço publicitário. Ainda segundo o Sindicato, 47% das transações devem ocorrer com cartões de crédito e débito, 29% no Pix e 15% no dinheiro.
A respeito da geração de empregos gerados nesta época do ano, a Assessoria de Comunicação do Sindivarejista informou ao Jornal de Brasília: “A Black Friday não motiva a contratação de mão de obra para o comércio. Mas, sim a proximidade do Natal e das festas de fim de ano. Essas duas datas devem motivar a contratação de 3.850 empregados temporários”.
“A Black Friday é uma data que se consolidou em todo o país, trazendo vantagens para quem gosta de comprar pagando um pouco menos. E vantagens também para o comércio que vende mais, relata o presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta”

Dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce apontam que o Brasil registrou em 2024 um faturamento de R$ 204.3 bilhões no e-Commerce, no qual o DF teve uma participação de apenas 2,01%. A porcentagem sugere que o ponto forte na região continua sendo as lojas físicas.
Brasilienses aproveitam a Black para irem às compras
O motorista Wirlen José Rodrigues, de 39 anos, estava esperando a data para comprar um aparelho de telefone. E depois de realizar buscas em sites e lojas físicas, preferiu ir até o local por conta das melhores oportunidades de preço. “Eu estava em busca de um celular e consegui comprar, mas achei que os preços poderiam estar melhor. Na internet achei valores mais altos, então preferi vir até aqui e adquirir o produto. Mas no geral, eu acho que os valores estão medianos”, comenta ele.


Para chamar atenção dos consumidores nesta época, a unidade das Casas Bahia em Taguatinga Centro inovou no marketing e realizou um jogo de perguntas interativo para quem estivesse passando no local nesta terça-feira (25/11) e quarta-feira (26/11). O questionário era sobre a empresa, e a cada três respostas certas a pessoa retirava um cupom de desconto, que poderia chegar até R$ 1.000 reais.
Priscila Gomes Costa, promotora de vendas, estava no local e aproveitou para tentar a sorte: “Eu gosto muito das Casas Bahia, para mim é a melhor loja com promoções. O pessoal me chamou atenção com a brincadeira e eu adorei. Ganhei R$100,00 reais de desconto, mas a minha meta era os R$ 1.000,00 reais mesmo.”

A promotora está precisando de um microondas e tem feito pesquisas sobre os valores. Ela informou ao Jornal de Brasília que os preços na loja estão bons e deve usar o desconto para adquirir o produto.
Gilson Inácio, gerente da Casas Bahia, informou que a brincadeira foi feita pela equipe de marketing com o intuito de atrair os consumidores. A meta da loja é ter um crescimento de 30% nas vendas em relação ao ano anterior. “As vendas online ajudam muito, mas a demanda física é sempre maior por aqui. As pessoas procuram bastante por geladeira, televisão e celulares”, relatou o gerente.

Diretora-geral do Procon-DF dá dicas de como aproveitar as ofertas
Vanessa Pereira, diretora-geral interina do Procon-DF, informou ao Jornal de Brasília que a pasta tem feito durante a semana toda uma fiscalização nas lojas do DF. Ela também alertou os consumidores para ficarem alertas e evitarem propagandas enganosas e preços muito abaixo do mercado.
“O consumidor precisa pesquisar muito bem para não cair em golpes. Se for uma compra online, ficar atento aos golpes. Os criminosos ficam mais ativos nessa época, por meio de links falsos por email e WhatsApp, por exemplo. Conferir o CNPJ da loja online e desconfiar de descontos muito grandes. Outro alerta é quando o estabelecimento só aceita boleto e Pix como forma de pagamento”, alerta Vanessa.
A direita-geral alertou ainda que a garantia legal e o direito de arrependimento (troca de até sete dias após a compra) continuam valendo mesmo em itens de promoção. O consumidor tem esse direito, e caso ele não seja respeitado uma denúncia pode ser feita: “O consumidor pode procurar a sede do Procon no Shopping Venâncio, os nove postos do Na Hora nas regiões administrativas do DF e também no site do órgão pelo peticionamento eletrônico”, explica ela.