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Brasília

Biblioteca Braille de Taguatinga comemora 15 anos

Arquivo Geral

20/05/2010 11h08

A Biblioteca Braille Dorina Nowill comemora, nesta sexta-feira (21), 15 anos de fundação. Mantida por meio de uma parceria entre as secretarias de Educação e de Cultura e a Administração Regional de Taguatinga, a biblioteca é referência no atendimento a pessoas cegas do DF e Entorno. A instituição oferece livros em Braille e obras gravadas em fitas e CDs, reunindo um acervo com cerca de duas mil peças, além de revistas semanais e mensais fornecidas pela Fundação Dorina Nowill para Cegos .


Com a comemoração dos 15 anos, a biblioteca quer resgatar sua história e homenagear os mais de 20 voluntários que contribuíram ou contribuem com a instituição desde sua fundação, em maio de 1995. Na programação, de 14h às 16h, estão previstas apresentações musicais, declamação de poesias e um brinde especial para os homenageados. “Queremos que esse aniversário fique para sempre como exemplo de nossa gratidão a essas pessoas”, ressalta a coordenadora da biblioteca, Leonilde Fontes.

 

A ação voluntária é um marco na existência da Biblioteca Braille Dorina Nowill, que surgiu graças à dedicação de pessoas como a servidora Noemi Costa Silva, deficiente visual, uma das fundadoras da instituição. Ela e a amiga Miriam Pereira fizeram gestões junto a Secretaria da Cultura para a doação de parte do acervo em Braille da Biblioteca Machado de Assis para a criação do espaço específico para cegos. Por intermédio da também voluntária Dinora Couto Cançado conseguiu seu primeiro espaço, uma sala de aula da Escola Classe 06 de Taguatinga.

 

Em 2006, Biblioteca Braille Dorina Nowill passou a funcionar no Centro Cultural Teatro da Praça, no centro da cidade, o que facilitou o acesso ao público e possibilitou o oferecimento de outros serviços. O espaço atualmente conta com um telecentro de acessibilidade digital, equipado com computadores conectados à internet e equipados com softwares que permitem aos deficientes visuais navegarem na Internet, uma sala multiuso, para dança terapia, entre outras atividades, e mais uma sala de leitura.

 

“A biblioteca é nossa vida, nosso porto seguro de estudo e lazer. Por causa dela consegui voltar a estudar”, conta Noemi. Por meio dos recursos oferecidos pela instituição, ela conseguiu terminar sua segunda graduação e se prepara para terminar seu mestrado. Para Leonilde, a importância da biblioteca está no atendimento diferenciado ao deficiente visual. “Aqui não temos silêncio, como acorre nas bibliotecas tradicionais. Nosso público precisa de um atendimento de qualidade e voltado para o resgate de sua auto-estima e convivência social. Essa é a nossa preocupação: ser um motivo para que o deficiente visual saia de sua casa.”

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