< !--StartFragment -- > A informação que surpreendeu a delegação brasileira de hipismo em Hong Kong nesta quinta-feira foi a eliminação de Bernardo Alves da final individual dos Jogos Olímpicos de Pequim, uma vez que seu cavalo Chupa Chup havia sido flagrado no antidoping. Depois da notícia, tanto o ginete verde-amarelo como a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) não esconderam a surpresa com o veto do animal.
Chupa Chup acusou a presença da substância capsaicin, substância encontrada no gel Equi bloc DT e utilizada para aliviar dores provocadas por nevralgias. Além de Bernardo, mais quatro conjuntos foram eliminados da final individual dos saltos: o norueguês Tony André Hansen/Camiro, o irlandês Deni Lynch/Lantinus e o alemão Christian Ahlmann/Coster.
“Esse gel é comprado em qualquer selaria e é usado como medicina preventiva. Não melhora ou modifica o desempenho de nenhum animal”, defendeu-se Bernardo Alves. “Estou muito triste porque era um sonho participar de uma final olímpica. Mas continuarei batalhando para voltar a representar o Brasil outras vezes”, acrescentou.
A CBH, por meio de um comunicado oficial divulgado na manhã desta quinta-feira, também argumentou contra a Federação Internacional (FEI), responsável por considerar o doping de Chupa Chup.
“O cavaleiro Bernardo Alves já havia usado este gel na sua montaria em outras ocasiões assim como outros cavaleiros. Em um primeiro momento a FEI considerou o uso do Equi bloc DT como doping; entretanto, logo depois retificou-se. No rótulo deste gel consta que a capsaicin é substância de teste não positiva. Logo, no próprio remédio consta que este gel não é doping”, consta no documento.
Sem o conjunto de Bernardo Alves/Chupa Chup, o Brasil foi representado na final individual de saltos por Rodrigo Pessoa/Rufus (que terminou em quinto lugar) e Camilla Mazza/Bonito Z (décimo).