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Brasília

Bebê nasce com microcefalia em hospital de Taguatinga

Arquivo Geral

07/12/2015 16h00

Um bebê, do sexo masculino, nasceu com microcefalia no último dia 6, no Hospital Anchieta, em Taguatinga. O nascimento acende um alerta em todo o Distrito Federal quanto ao Zika Vírus. 

De acordo com o Hospital, ainda não é possível afirmar que o caso esteja relacionado ao vírus. O caso foi encaminhado para a Secretaria de Saúde, que ainda não se posicionou sobre o assunto. 

Aumento no número de casos registrados

O número de casos suspeitos de microcefalia passou de 739 para 1.248, em menos de uma semana, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados no último dia 30. As notificações foram feitas em 311 municípios distribuídos em 13 Estados e no Distrito Federal.

Os casos foram registrados no Nordeste, Centro-Oeste e atingem também o Sudeste, com 13 ocorrências em investigação no Rio. Foram ainda notificadas 7 mortes, das quais uma foi confirmada até o momento.

Todos os casos são de bebês que já nasceram. Ainda não há estimativas sobre quantos bebês em gestação apresentam a má-formação que, em 90% dos casos, pode levar à deficiência mental.

Relação com o Zika Vírus

No último sábado, 28, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre a má-formação e a infecção pelo zika vírus, durante o período de gestação.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Mairevovitch, afirmou que a comprovação não muda no primeiro momento as orientações.

Gestantes devem reforçar o uso de repelentes, proteger-se contra mosquitos e evitar o contato de pessoas que apresentem sintomas da doença (febre baixa, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo). 

Combate ao vírus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, afirmou que todos os produtos com registro no País são considerados seguros para uso.Ao mesmo tempo, é preciso ampliar os esforços para prevenir e combater os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Mairevotich afirmou que os recursos previstos para o combate ao vetor estão mantidos. “Estamos elaborando um plano em conjunto do governo para reforçar as ações de combate”, disse.

O governo está estabelecendo um consenso sobre como definir os casos de microcefalia. Mairerovitch observou que nem todos os casos relatados podem estar relacionados ao vírus.

A doença, até agora considerada rara, também pode ser provocada por infecções da gestante por herpes, toxoplasmose, citomegalovírus e também por doenças genéticas.

A ideia é fazer um protocolo para classificação de casos que possam ser usados pelo conjunto de serviços públicos de saúde, que não necessitem de exames muito elaborados, como testes genéticos.

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