Encarada como o ápice da ligação entre mãe e filho, a amamentação também é peça essencial para o desenvolvimento dos pequenos. No entanto, o tema, muitas vezes, é negligenciada. Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, a Secretaria de Saúde preparou uma semana de atividades, que vão até o dia sete.
No Distrito Federal, o Banco de Leite necessita de doações para conseguir atender a população. Desde o início do ano, a média mensal de coleta tem sido de 1,4 mil litros de leite, que não tem sido suficiente para atender à demanda.
Diante desse cenário, o objetivo é elevar o volume de doações em até 30%, chegando a 1,8 mil litros a cada mês. O material é utilizado para alimentar bebês internados nas unidades de terapia intensiva (UTI) neonatais da rede pública.
Coleta
A coleta pode ser feita em casa, desde que observados os critérios de segurança e higiene. As instruções para o procedimento correto e os telefones dos bancos de leite podem ser encontrados no site www.saude.df.gov.br.
Uma das principais referências quando o assunto é o aleitamento materno, o Hospital Regional de Taguatinga conta com atendimentos diários para as mães que buscam ajuda. É o caso de Lilian Gomes, 35 anos.
“Vim ao banco de leite buscar informações sobre o aleitamento. Eles são atenciosos, pacientes e e me deram todo o apoio que eu precisava ter”, explicou.
Os bancos atendem muitas mães com dificuldades de amamentar. Segundo a supervisora do banco Leite de Taguatinga, Laurene Passos, isso ocorre por vários motivos, entre eles a utilização de artifícios como chupeta ou mamadeira e quando a criança tem regurgitação ou refluxo. E para tentar resolver o problema, basta procurar um banco de leite, que as equipes estão preparadas para orientar a mãe e ensiná-la sobre como proceder. Caso as técnicas de amamentação não surtam efeito, aí sim parte-se para o uso do leite doado.
A equipe do banco é formada por pediatras, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos.
De acordo com Laurene, o alimento passa por uma série de etapas até chegar à boca do bebê. “Recolhemos o leite e ele é pasteurizado para ter um controle de qualidade e oferecer um alimento sem contaminação”, explica.
Para as mães que desejam doar o leite, basta ligar no número 160 e fazer o cadastro. Feito isso, uma equipe do Corpo de Bombeiros buscará o leite coletado na casa da doadora.
Como retirar
1 – Massageie as mamas utilizando a polpa dos dedos fazendo movimentos circulares no sentido da aréola (parte escura) para o corpo;
2 – Balance as mamas com o corpo inclinado para frente para facilitar a saída do leite.
3 – Coloque o polegar acima de linha onde acaba a parte escura da mama e os outros dedos abaixo. Firmar os dedos. Empurrar para trás em direção ao corpo. Tentar aproximar a ponta do polegar com as pontas dos outros dedos, apertando e soltando até o leite sair.
4 – Desprezar as primeiras gotas ou jatos. Abrir o vidro. Colocar a tampa com a boca virada para cima sobre um pano limpo.
5 – Colher o leite no frasco, colocando-o debaixo da aréola. Após terminar a coleta, fechar bem o vidro.
6 – Guardar o leite retirado do peito na 1ª prateleira da geladeira, somente se for ultilizar nas próximas 12 horas.
7 – Estocar em congelador ou freezer por no máximo 15 dias.