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Brasília

Bancada de oposição tenta fazer as pazes

Arquivo Geral

26/12/2012 11h00

Camila Costa

camila.costa@jornaldebrasília.com.br

 

A eleição da Mesa Diretora rachou o nanico bloco do PSD na Câmara Legislativa. O impasse por conta da indicação para a primeira secretaria e o apoio declarado do governador Agnelo Queiroz ao oposicionista Washington Mesquita (PSD) criaram desgastes entre as deputadas Liliane Roriz e Celina Leão, que passaram a trocar farpas após a eleição.

 

Para Celina, o acordo fechado desde o início do ano dentro do bloco era de que a deputada Eliana Pedrosa teria prioridade na escolha de um cargo na Mesa Diretora. O combinado seria para atender a divisão de poderes, já que os outros três parlamentares teriam pego lugares estratégicos nas comissões permanentes. Celina não gostou da mudança de apoio na última hora.

 

Águas passadas

A oposicionista evitou falar sobre o assunto, disse que já perdoou a colega de partido, mas explicou o motivo de ter ficado com, assume, “tanta raiva”. Celina explica que “minha indignação foi por não entender o motivo dela (Liliane) ter mudado o acordo. Poderia ter feito isso com clareza, dizendo que não estaria com a gente, mas deixou para fazer em cima”.

 

“A Celina vive reclamando que governo passa um trator na oposição, por ser minoria, e agora quer fazer a mesma coisa com o colega do partido”, retrucou Liliane Roriz. A deputada teria arestas com a colega Eliana Pedrosa e, por isso, preferiu apoiar Washington Mesquita, candidato do governador. Além disso, Liliane guardaria mágoas do bloco por ter sido, desde o início, preterida. 

 

Apesar de ser vice-líder do bloco, quem teria o aval da líder Eliana para responder pelo bloco em seu lugar seria Celina. “Esta reação da Celina foi despropositada, um surto. A vaga não é da oposição, faz parte de uma proporcionalidade partidária a  que o PSD tinha direito, e Washington tinha legitimidade para concorrer”, defendeu Liliane.

 

Celina afirmou que o bloco sempre respeitou Liliane e este não seria o real motivo da quebra de acordo. “Seria a desculpa mais fraca que ela poderia ter. Como uma pessoa que tem a presidência de uma comissão pode ser preterida?”, ponderou.

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