João Paulo Mariano e Amanda Karolyne
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Após dois dias consecutivos de a umidade atingir percentuais menores que 12%, a Defesa Civil decretou estado de emergência no Distrito Federal. Ontem, o índice atingiu 10% e, na terça-feira, havia chegado a 9% – o menor deste ano. A partir de agora, a recomendação é não praticar atividades que exijam esforço físico das 10h às 17h, inclusive nas escolas. Para quem tem que trabalhar, é necessário tomar cuidado com a exposição aos raios solares. Outra consequência da seca é a incidência das queimadas, que ontem castigaram parte do Cerrado brasiliense.
A Defesa Civil não exclui que a umidade reduza ainda mais até a segunda quinzena de setembro, quando as chuvas devem voltar a cair por aqui. Sem chuva, a secura vai continuar, fazendo o nível dos reservatórios continuar em queda. Nessa quarta-feira, o volume útil do Descoberto e de Santa Maria ficou em 29,17% e 36,81%, respectivamente. Ou seja, pouco abaixo do que na segunda-feira – Descoberto, 29,27%, e Santa Maria, 36,91%.
Hoje, a temperatura máxima deve ficar em 32 ºC e a mínima em 14 ºC, com umidade variando entre 60% e 15%. De acordo com o meteorologista Manoel Rangel, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o último índice deve continuar em queda, mas não diminuir mais que 10% nos próximos dias.
Assim, a orientação nas escolas é que sejam suspensas atividades de educação física feitas ao ar livre. Atenção especial deve ser dispensada a crianças e idosos, pois são eles os que mais sentem os malefícios do tempo mais quente.
Incêndio
Em tempos de estiagem e com mais de cem dias de seca, as queimadas em áreas florestais se tornam corriqueiras. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal combateu um incêndio na Floresta Nacional (Flona) desde as 11h15 de ontem, e os trabalhos seguiram até pouco antes das 21h. De acordo com o tenente Bastos, o fogo já queimou mais de 80 mil metros quadrados e, com o vento, ainda poderia se alastrar pela reserva.
Trabalho dos bombeiros
Dois focos de incêndio na Flona ocuparam a tarde dos bombeiros – um deles atrás do Lixão da Estrutural. “Por se tratar de área de preservação, precisamos de muito cuidado para que não se espalhe”, comenta o tenente Bastos. O sargento Djânio, por sua vez, aponta que a Floresta Nacional abriga fauna e flora ricas.
Até o fechamento desta edição, não foi identificado o motivo do incêndio, mas o sargento destaca a grande incidência nessa época. Ele conta que várias limpezas em volta do parque são feitas junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Tentamos fazer um trabalho de conscientização da população para evitar queimadas, fazendo palestras em escolas inclusive antes do período de estiagem”, afirma.
Para fazer o atendimento a essa ocorrência, a corporação enviou 35 bombeiros, sete viaturas, um helicóptero e um avião com tanque de água.