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Brasília

Babalu é a nova moradora do Zoológico de Brasília

Arquivo Geral

02/01/2016 7h00

Ele mede 93 centímetros, pesa 2,4 quilos e tem aproximadamente seis meses de vida. O tamanduá- mirim fêmea Babalu, como é chamado, poderá ser visto pelos visitantes da Fundação Jardim Zoológico de Brasília a partir desta primeira quinzena de janeiro, em data a ser definida.

Resgatado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o animal está desde novembro de 2015 no zoo. Quando chegou, pesava 1,8 quilo e precisava de ajuda humana para se alimentar; agora, não mais.

No entanto, Babalu não apresenta mais características de um animal de ambiente natural. “Ele está humanizado e não teve a mãe para ensiná-lo a buscar alimento e a se defender”, explica a assistente veterinária  Betânia Borges. “Geralmente, filhote criado por ser humano não sobrevive na natureza”, completa.

Por enquanto, Babalu está no hospital veterinário do zoológico e é alimentado três vezes por dia. Quando for para visitação, ficará no recinto de um dos dois machos da espécie que já estão no zoo.

“Vamos aproximar primeiramente de algum deles; se ele reagir de maneira positiva, o tamanduá fêmea permanece; caso contrário, vamos para a segunda opção (o outro tamanduá macho)”, explica o agente de conservação e pesquisa da Diretoria de Mamíferos, Carlos Eduardo Nóbrega. Um dos machos é Jujubo, que chegou   em 2009 e tem aproximadamente seis anos. Já Caramelo tem cerca de quatro anos e está no local desde 2012.

A ideia é que os animais procriem e ajudem na conservação da espécie. “Apesar de não ser ameaçada de extinção, é uma espécie que envolve vários trabalhos, estudos e pesquisas”, explica Nóbrega.

A espécie

O tamanduá-mirim é uma das quatro espécies de tamanduá existentes. Pode atingir sete quilos e, em média, 1,3 metro. É mamífero e alimenta-se principalmente de formigas e cupim.

Saiba mais

No Jardim Zoológico de Brasília, a dieta desses animais é balanceada com proteína, que tem nutrientes semelhantes aos encontrados por eles na natureza.

Desde setembro do ano passado, o valor do ingresso é R$ 10 a inteira.

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