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Brasília

Avô é suspeito de abusar da neta de nove anos

Arquivo Geral

19/10/2011 7h00

Uma denúncia anônima fez com que a Polícia Militar  prendesse um homem, de 70  anos, suspeito  de violentar a própria neta, uma criança de nove anos. Ele  foi detido em casa, no Jardim Brasília, em Águas Lindas, Região Metropolitana do Distrito Federal, no fim da tarde de segunda-feira.

 

No momento da violência sexual, o idoso estava sozinho com a criança.  A mãe da vítima e filha do suspeito saiu para buscar uma outra criança na escola.  De acordo com o cabo Valdemir Rodrigues Vieira, comandante da viatura 2544 da 35ª Companhia Independente da Polícia Militar  (CPMI de Águas Lindas), a menina confessou a uma policial que o avô já teria praticado o mesmo ato outras vezes,  mas a mãe dela não sabia.

 

A polícia chegou ao suspeito depois que um casal  passou em frente à casa e teria visto, pela grade do portão,  o idoso  abusando da criança. O cabo Vieira foi ao endereço e encontrou o suspeito no lote. O policial disse que precisava conversar e pediu que o homem fosse ao portão. A princípio, ele teria afirmado não ter motivo para conversar com policiais. A reação causou surpresa ao PM, principalmente quando viu a criança assustada, tentando arrumar a roupa.

 

Questionada se havia mais alguém em casa, espontaneamente a menina confessou o abuso. O avô recebeu voz de prisão e foi levado com a neta ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciops) de Águas Lindas.

 

Exame

A polícia encaminhou a menina  para exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML), em Luziânia, Região Metropolitana do DF. O laudo deve ser concluído em 30 dias, mas pelos detalhes revelados pela criança a polícia diz não ter dúvida do abuso. 

 

O idoso foi autuado em flagrante por  estupro de vulnerável. Vai aguardar decisão judicial preso no presídio de Águas Lindas e pode ser condenado a uma pena de até 15 anos. A polícia  diz que casos de violência sexual, principalmente contra crianças, ocorrem com frequência na cidade.  A maioria  é praticada por padrastos, irmãos e vizinhos. “Muitas vezes não prendemos porque elas ficam com medo de denunciar o  agressor “, afirma o cabo Vieira.

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