Uma denúncia anônima fez com que a Polícia Militar prendesse um homem, de 70 anos, suspeito de violentar a própria neta, uma criança de nove anos. Ele foi detido em casa, no Jardim Brasília, em Águas Lindas, Região Metropolitana do Distrito Federal, no fim da tarde de segunda-feira.
No momento da violência sexual, o idoso estava sozinho com a criança. A mãe da vítima e filha do suspeito saiu para buscar uma outra criança na escola. De acordo com o cabo Valdemir Rodrigues Vieira, comandante da viatura 2544 da 35ª Companhia Independente da Polícia Militar (CPMI de Águas Lindas), a menina confessou a uma policial que o avô já teria praticado o mesmo ato outras vezes, mas a mãe dela não sabia.
A polícia chegou ao suspeito depois que um casal passou em frente à casa e teria visto, pela grade do portão, o idoso abusando da criança. O cabo Vieira foi ao endereço e encontrou o suspeito no lote. O policial disse que precisava conversar e pediu que o homem fosse ao portão. A princípio, ele teria afirmado não ter motivo para conversar com policiais. A reação causou surpresa ao PM, principalmente quando viu a criança assustada, tentando arrumar a roupa.
Questionada se havia mais alguém em casa, espontaneamente a menina confessou o abuso. O avô recebeu voz de prisão e foi levado com a neta ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciops) de Águas Lindas.
Exame
A polícia encaminhou a menina para exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML), em Luziânia, Região Metropolitana do DF. O laudo deve ser concluído em 30 dias, mas pelos detalhes revelados pela criança a polícia diz não ter dúvida do abuso.
O idoso foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável. Vai aguardar decisão judicial preso no presídio de Águas Lindas e pode ser condenado a uma pena de até 15 anos. A polícia diz que casos de violência sexual, principalmente contra crianças, ocorrem com frequência na cidade. A maioria é praticada por padrastos, irmãos e vizinhos. “Muitas vezes não prendemos porque elas ficam com medo de denunciar o agressor “, afirma o cabo Vieira.