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Brasília

Autor de latrocínio volta à prisão

Arquivo Geral

23/04/2018 20h10

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

Policiais da 6ª Delegacia de Polícia prenderam o autor de um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no Paranoá, na madrugada do dia 16. Na ocasião, Edvaldo Rodrigues de Oliveira, 22 anos, foi morto a tiros na Avenida Comercial da região administrativa, por volta das 3h. De acordo com a família, o único objeto roubado foi um celular.

Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Regional do Paranoá, mas não resistiu aos ferimentos. Logo após o crime, agentes da 6ª DP identificaram e localizaram o suspeito: Rafael da Silva Panta, de 18 anos. Mas, até então, ele havia sido acusado apenas de receptação, já que estava com o celular roubado. No dia seguinte, Rafael foi solto em audiência de custódia.

No entanto, as investigações avançaram, comprovando que o rapaz foi o autor do assalto, e o delegado-chefe Érico Vinícius conseguiu prendê-lo novamente pelo latrocínio. “No sábado mesmo fizemos o pedido da prisão preventiva. O juiz de plantão concedeu o mandado e ele foi preso pelo crime”, afirma o delegado.

Família com medo

Ainda assustado com o crime, um familiar de Edvaldo conta que a família está se recuperando aos poucos. “Foi um susto. Ele não tinha nenhuma amizade estranha, nenhum inimigo. Era do bem”, aponta. “Ele era trabalhador, corria atrás das coisas. Estava desempregado, mas fazia bico para ter o dinheiro dele”, completa o parente, que não quis se identificar por medo.

Edvaldo estaria em um bar com os amigos no dia em que o crime ocorreu. Na volta, foi surpreendido com o assalto. “Só levaram o celular. Mataram por pouca coisa. Eram dois homens, o que atirou era maior de idade. Conforta um pouco saber que o autor foi preso, mas a vida do Edvaldo não volta”, conclui.

Saiba Mais

A audiência de custódia consiste na apresentação do preso em flagrante à autoridade judicial, em até 24 horas após a prisão, a fim de controlar a legalidade e a necessidade da prisão, bem como resguardar a integridade física e psíquica do detido.
Um dos objetivos é também desafogar as penitenciárias brasileiras.

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