Peripatética. A palavra vem do grego e significa “que ensina passeando”. E é exatamente isso que o professor de História Rinaldo Pacelli propõe em sua Escola Peripatética – aulas itinerantes para contar a história de Brasília, seguindo os ensinamentos deixados pelo filósofo Aristóteles, que tinha o hábito de ensinar ao ar livre.
No próximo sábado(22), das 9h às 16h, o projeto Escola Peripatética: Educação Patrimonial dará sua primeira aula aberta ao público este ano. Como o tema Brasília 50 anos Museu e Arte a Céu Aberto. A aula é parte da 8ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A programação começará com uma palestra no auditório II do Museu da República sobre a ocupação do Centro-Oeste desde a pré-história, passando pelo Brasil Colônia, Império, Republicano, a Missão Cruls, o governo de JK, até chegar ao projeto de Lúcio Costa.
“Enfatizamos as características urbanas e arquitetônicas do Plano Piloto explicitando as Escalas Arquitetônicas implementadas pelo arquiteto – a bucólica, a monumental, a gregária e a residencial”, explica o professor.
Em seguida, o grupo partirá em caminhada pelo Eixo Monumental do Plano Piloto até a Praça dos Três Poderes. Dalí, segue de ônibus até a Praça do Cruzeiro, onde nova caminhada se inicia até a Torre de TV para uma visão panorâmica da cidade.
“O objetivo principal promover a valorização da capital como patrimônio cultural da humanidade e firmar a educação patrimonial e o turismo cívico como alternativas para o reconhecimento e interpretação do patrimônio histórico, arquitetônico, urbanístico e cultural de Brasília” afirma Pacelli.
A Escola Peripatética existe desde 2003 e já atendeu 1.509 alunos da 4ª série do Ensino Fundamental até o último ano do Ensino Médio.
A ideia de aulas a céu aberto surgiu quando o professor Pacelli concluiu uma especialização na Universidade de Brasília (UnB), em Turismo. Este ano Pacelli desenvolveu o projeto no Centro de Ensino Fundamental 3 e na Escola Classe 17, ambas as instituições de Taguatinga. “É um trabalho que desperta nas pessoas essa noção da preservação, da educação, da história e da arquitetura”, conclui