Um rapaz foi atropelado por uma máquina no Lixão da Estrutural na tarde desta terça-feira (15), por volta das 14h30. Francisco Dias Barros Lima, 22 anos, foi levado para o Hospital de Base em estado grave. O trator, que faz a raspagem do lixo, pesando em média 20 toneladas, passou por cima atingindo a lateral esquerda do seu corpo.
A vítima foi encontrada pelos catadores do local, ainda coberto por lixo e com ferimentos graves. Mais de 200 pessoas se mobilizaram com o acidente. “Os catadores cercaram a área e nós fomos obrigados por eles a levar a vítima para o Centro de Saúde nº 4 da Estrutural”, explica Antônio Martins, responsável pela Gestão de Segurança Integral (GSI) do Lixão. Segundo ele, a GSI não é responsável por atender vítimas de acidentes. Neste caso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é acionado e encaminha a vítima ao hospital recomendado.
O caso foi registrado no Posto Policial da Estrutural. Francisco foi recebido no Centro de Saúde e logo em seguida encaminhado pelo SAMU para o Hospital de Base. A assessoria do hospital afirmou que a vítima chegou em estado grave, mas já passou por exames e o quadro é estável. Até o momento desta publicação, o paciente estava passando por procedimentos ortopédicos para verificar possíveis fraturas.
Histórico
Francisco Dias Barros Lima chegou de viagem na última quinta-feira (8) proveninente de Souzalândia (GO). O rapaz, que trabalha como seringueiro, veio à capital federal buscando uma renda extra para sustentar a família. De acordo com a irmã, Luciana Barros Lima, 28 anos, ele ficou hospedado em sua casa e queria conseguir dinheiro trabalhando no Lixão. “Ele veio passar um período aqui na minha casa e tentaria vender materiais no Lixão. Agora, com esse acidente, não sei se ele vai conseguir ir embora na sexta-feira (15). Ele só veio aqui para isso”, afirma.
A GSI, responsável pela segurança do Lixão, não possui o controle de quantos catadores aparecem no local. “Quando acontece alguma coisa com eles, o máximo que nós podemos fazer é acionar a ambulância e encaminhá-los para o hospital, como procedimento normal de qualquer acidente. Nós não sabemos quem é catador e quem vem de outros lugares”, alega Antônio Martins.