O técnico da marcha atlética da Rússia, Victor Choguin, afirmou hoje que três atletas do país deram positivo para a substância eritropoetina (EPO) e, por isso, não foram relacionados para os Jogos Olímpicos de Pequim.
“Os controles foram realizados fora de competição em Saransk (Rússia) no dia 20 de abril. As análises efetuadas por um laboratório francês detectaram EPO no sangue dos meus pupilos”, disse Choguin à agência “Ves Sport”.
O treinador afirmou que os três atletas são Vladimir Kanaikin, Victor Voyevodin e Víctor Burayev. O trio não fará parte da equipe olímpica russa, que terá seis participantes nas provas de marcha atlética de 20 e 50 quilômetros.
Kanaikin foi o detentor do recorde dos 20 quilômetros entre setembro de 2007 e junho de 2008 e era apontado como um dos favoritos ao ouro em Pequim.
Já Voyevodin foi bronze nos 50 quilômetros em Atenas e vice-campeão mundial em 2005, enquanto Burayev participou de vários europeus e mundiais.
A esperança da Rússia nos Jogos deste ano será depositada em Serguei Morozov e Deniz Nizhegorodov, recordistas mundiais dos 20 e 50 quilômetros, respectivamente.
Este é o segundo caso de uso de substâncias ilegais envolvendo russos em menos de uma semana. Recentemente, sete atletas do país foram suspensas dos Jogos por suposta falsificação de provas de doping.
Na última semana, o diretor de inspeção antidoping do comitê olímpico russo, Nikolai Durmanov, denunciou que a Rússia é o único país do mundo onde pode se comprar EPO em farmácias.
A substância também foi a responsável pelo afastamento das romenas Elena Antoci e Cristina Vasiloiu, que disputariam os 1.500 metros nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Além disso, o ciclista italiano Leonardo Piepoli foi expulso da edição deste ano do Tour de France pelo uso de EPO.