Esta marcada para hoje, ao meio-dia, uma assembleia com os alunos que fazem parte da ocupação da reitoria da Universidade de Brasília. Os invasores pedem o arquivamento dos processos relativos ao denominado “catracaço” e aos danos provocados durante festas no Instituto Central de Ciências. Ontem, professores, servidores e estudantes fizeram um protesto contra a ocupação, que ocorre há cinco dias.
O catracaço aconteceu em fevereiro do ano passado, quando alunos liberaram as catracas do restaurante universitário, em protesto contra o sistema de assistência estudantil. Segundo a universidade, os prejuízos somam R$ 29 mil. Oito estudantes respondem a processo administrativo e podem ter de pagar os prejuízos.
A decisão de ocupar a reitoria foi tomada após reunião dos estudantes. “Houve diálogo, mas a resposta da reitoria foi intransigente e descaradamente desonesta quanto a não cumprir a promessa de não criminalizar os estudantes”, disse um dos alunos, que não quis se identificar.
Os estudantes estão encapuzados, segundo eles, como autodefesa do movimento e prevenção em razão dos processos.
Segundo o reitor da UnB, Ivan Camargo, o ato dos professores é pela democracia, por respeito à decisões colegiadas e contra a violência. Ele explica que o processo administrativo em andamento tem toda a possibilidade de discussão e recursos.
“(Os estudantes) são contra a responsabilização, uma decisão administrativa, institucional, de que dano ao patrimônio tem que ser responsabilizado. O que estamos fazendo é cobrar as contas de ações como a do catracaço e dos quebra-quebras em festas organizadas pelos centros acadêmicos”, disse o reitor.
Festas
Sobre as festas, os estudantes querem um debate no qual os estudantes tenham o mesmo poder de decisão da universidade. “Elas fazem parte da cultura universitária”, disse um dos alunos.