
Uma reunião de jovens na 410 Norte acabou na delegacia. Eram 20h30 de ontem quando policiais militares e integrantes do grupo se desentenderam. Teve bate-boca, spray de pimenta, muita confusão e dois lados bastante distintos da história. Enquanto o grupo acusa os policiais de ação desproporcional, a corporação fala em reação ao tumulto.
Os bancos usados pelo grupo estavam cobertos de graxa, supostamente colocada por moradores para afastar a presença dos jovens. Por lá, a maioria não quis se identificar.
O zelador de um dos prédios diz ter visto tudo de longe. “Vi a PM colocando os rapazes na viatura. Teve confusão, e estavam impedindo a ação da polícia. Foi quando jogaram spray para o alto”, conta. De acordo com ele, a praça vive cheia, especialmente, nas quartas e quintas. “Eles fumam, bebem, tocam violão e fazem xixi nas árvores. Os moradores não gostam, chamam a polícia”, completa.
Nas redes sociais, os relatos são de abuso policial e violência. O spray teria sido usado após perguntarem o motivo da ação. Quem diz que estava lá conta que a resposta teria sido barulho e desordem.
Os relatos ainda afirmam que moradores teriam descido dos prédios para avisar que não se incomodavam com a presença dos jovens. A reportagem não conseguiu contato com os envolvidos.
<iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/TCT6mgBqRYs” frameborder=”0″ allowfullscreen></iframe>
Polícia civil investiga
A informação oficial é que a polícia foi chamada pelos moradores e encontraram cerca de 15 pessoas que faziam barulho com instrumentos musicais, conversando alto, fazendo uso de bebidas alcoólicas e maconha. A corporação teria pedido diminuição dos ruídos.
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, o spray de pimenta foi acionado para o alto após “alguns moradores, parentes dos envolvidos inclusive, se aproximaram e começarem a discutir e ofender verbalmente os policiais militares”.
Testemunhas identificaram um menor de 17 anos como autor da confusão. O responsável pelo adolescente assinou termo e foi liberado. A PM diz investigar possíveis excessos.