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Brasília

Artesãos expõem em estações do metrô

Arquivo Geral

17/12/2008 0h00

Os mais de 150 mil usuários que utilizam o serviço do metrô todos os dias podem perceber uma movimentação diferente nas tações. Começou dia 11 e segue até o dia 22 de dezembro a  exposição de trabalhos artesanais em oito estações, pilule entre elas, remedy Galeria, viagra Central, Praça do Relógio e Terminal Central de Ceilândia. O projeto é uma parceria da Secretaria de Trabalho e  da Companhia de Metropolitano, que administra o transporte.

Com o objetivo de expor peças artesanais e gerar renda para os artistas, a Gerência de Promoção de Trabalhos Artesanais entrou em contato com as associações de artesanato de Brasília, que encaminharam por volta e cem artesãos para o projeto. Cada estação conta com cerca de dez barracas, com exceção da Estação Central que, por ter um grande fluxo de pessoas, conta com mais de 20 estandes.

Toalhas e panos de pratos bordados, sapatinhos de bebês, bijuterias, brinquedos didáticos, crochê, caixas e vidros decorados, pinturas francesas e bonecas são alguns dos produtos que  podem ser encontrados nas exposições.

“O Governo do Distrito Federal está empenhado em gerar ocupação e renda para o artesanato.
Para isso, estamos projetando a criação do Mercado do Artesanato. A feira vai ficar próxima
à Feira dos Importados e deve ser inaugurada ano que vem”, declara Maria Geoni de Oliveira, gerente de Promoção de Trabalhos Artesanais. Brasília possui, atualmente, 14 mil artesãos e
71 associações cadastradas.

Bárbara Costa, 18 anos, é estudante e todos os dias utiliza o metrô. Enquanto espera, a jovem aproveita para dar uma olhada nos trabalhos. “A gente  vive apressada e sem tempo, então, ter exposições aqui deixam o comércio muito mais acessível. O bom é que eu posso ver as  barracas hoje e, se gostar de algo, amanhã posso voltar e comprar”, define Bárbara.

Estímulo

Rafael Paes, 37 anos, é artesão da Feira da Torre. O morador do Paranoá acredita que esta é uma forma de ajudar os artesãos de Brasília. “Brasília não tem uma cultura de artesanato popular, a sociedade está acostumada a comprar grandes peças de artes plásticas e não artesanais. A Feira da Torre, por exemplo, tem muito mais móveis e produtos importados à
venda. Artesanato é aquela peça baratinha, que todo mundo tem condições financeiras para comprar”, aponta.

Natália Cristina Fonseca, 24 anos, é pedagoga, mas tomou gosto pelo artesanato ao utilizar
formas criativas de estimular seus alunos. Hoje, ela vive do artesanato. “Disponibilizar espaços
como as estações de metrô é uma oportunidade de divulgarmos nosso trabalho, que ainda precisa muito de reconhecimento”, avalia.

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