O governador José Roberto Arruda passou a noite de quinta-feira (11) e a manhã de sexta-feira (12) em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal (PF). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou ontem a prisão preventiva de Arruda e de mais cinco envolvidos no chamado “Mensalão do DEM”.
No fim da tarde, Arruda se apresentou na Superintendência acompanhado de assessores e do Secretário de Segurança Pública. O governador ficou em uma cela especial do Instituto Nacional de Criminalística. Segundo informações da PF, a sala em que Arruda se encontra, lembra um escritório e possui sala, sofá e banheiro.
Somente os advogados têm permissão irrestrita para falar com Arruda.A decisão sobre o hábeas corpus do governador acontece, nesta sexta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Pela manhã, o governador recebeu a visita do Coronel Ivan Gonçalves da Rocha, chefe maior da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele ficou com Arruda até, mais ou menos, as 9h30.
Ao sair, o Coronel declarou para o Jornal de Brasília que o governador está muito abatido, passou a noite mal e quase não dormiu. “Arruda disse que está muito triste, mas confia muito na justiça”, afirmou.
Ivan Gonçalves ainda detalhou um pouco mais a sala onde Arruda está detido. Ao contrário das informações da PF, ele afirmou que a sala que serve de prisão é apenas um cômodo com uma cadeira e um banheiro. Dois advogados fazem o acompanhamento do governador. Não há televisões, rádios ou telefones na cela especial.
Um pequeno grupo formado por cerca de 30 manifestantes pró-Arruda está em frente à Superintendência da PF. Munidos de faixas e camisas, eles pedem pela volta do governador. Alguns cartazes citam o ex-governador Joaquim Roriz como o “pai de Durval Barbosa”.
Atualizado às 10h.