O superintendente do Arquivo Público, Gustavo Chauvet, juntamente com uma equipe de assessores do órgão estiveram em Ceres (GO) na última quarta-feira (24), para uma série de atividades em parceria com a prefeitura da cidade goiana. Uma delas, a mais importante, é a assinatura de Convênio para a implantação do Arquivo Público de Ceres, iniciativa que agradou e muito a prefeita Maria Inês do Rosário Brito (PT). A ideia partiu do gestor do ArPDF, que pretende estender a ação para outras cidades do estado.
“O plano é criar uma rede de arquivos municipais naqueles municípios goianos que têm a ver com a história de Brasília”, comenta Gustavo Chauvet. “E Ceres, mais do que nunca, tem tudo a ver com Brasília porque está relacionada com Bernardo Sayão”, emenda.
Para a prefeita Inês Brito, que esteve no Arquivo Público do DF, em março deste ano, junto com a Secretária da Juventude, Cultura, Esporte e Turismo, Marjuery Brito, formalizando o convite, a participação do Arquivo Público na empreitada é de vital importância na preservação da memória da cidade fundada por Bernardo Sayão.
“É uma iniciativa que faz parte das comemorações dos 60 anos da cidade, uma forma que encontramos de reacender o orgulho dos ceresinos de pertencer a essa cidade que amamos tanto”, disse a prefeita. “Trata-se de um projeto audacioso que vamos colocar em prática com a ajuda do Arquivo Público. Estamos felizes de sermos parceiros nessa ação de resgate da história da nossa cidade”, destacou ainda.
Elevado à categoria de município em 1953, Ceres teve origem na Colônia Agrícola de Goiás, cujo primeiro administrador foi o engenheiro Bernardo Sayão, um dos principais diretores de Juscelino Kubitschek na NOVACAP e figura central no surgimento da nova capital.
Após a solenidade de assinatura de convênio para a criação do Arquivo de Ceres, o superintendente Gustavo Chauvet participou de uma palestra na Câmara dos vereadores sobre o tema: “História, memória e gestão documental”.
No encontro que reuniu cerca de 60 pessoas entre vereadores, servidores locais e autoridades de cidades vizinhas, o superintendente do ArPDF Gustavo Chauvet e o Coordenador de Arquivo Histórico Wilson Vieira Jr., falaram da importância de se preservar a memória de uma cidade. “Porque é preciso guardar e preservar os documentos de uma cidade? Porque tudo o que se faz hoje é história amanhã”, pontuou Chauvet, bastante aplaudido.