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Brasília

Aposta acaba em tragédia no Lago Paranoá

Arquivo Geral

03/09/2012 8h22

Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

Um piquenique de família às margens do Lago Paranoá, próximo à Ponte Costa e Silva, acabou em tragédia. Leandro Fernandes Ribeiro de Alencar, 28 anos, apostou com os amigos que nadaria até a primeira pilastra da ponte, mas  o pai de três filhos morreu afogado. O acidente aconteceu   por volta das 14h30 de ontem.

O corpo da vítima foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 18h.  Ao todo, a operação contou com o auxílio de dez militares dos bombeiros. Além disso, auxiliaram nas buscas um mergulhador e o reforço de lanchas. Uma viatura também esteve no local para dar suporte à procura. “A vítima foi encontrada em um dos pilares da ponte”, explicou o tente coronel do Corpo de Bombeiros, Mauro de Oliveira. O homem foi resgatado em uma profundidade de 12 metros.

 O agente policial chefe de plantão da 10ª Delegacia de Polícia do Lago Sul, Nestor Francisco Filho, acredita que a morte possa ter ocorrido por falta de costume da vítima em nadar no Lago Paranoá. “Possivelmente,  ocorreu um mal súbito”, comentou.

O policial acrescenta ainda que, de acordo com o relato dos amigos que estavam no piquenique, a vítima teria tomado apenas uma lata de cerveja. Após ter apostado que nadaria até a pilastra da ponte, a esposa pediu para que o marido não fosse. “Ele morreu por pura teimosia, pois o que parece é que a esposa e os próprios amigos imploraram para que ele não fosse”, ressaltou o agente da 10ª DP.

falta de socorro
No momento do acidente, uma moto aquática seguia na mesma direção que o homem nadava. Ao notar o veículo, a vítima tentou nadar mais rápido. “A pessoa que estava comandando a moto aquática mudou o percurso, e após passar por Leandro, ele logo começou a afogar”, contou o agente.

Segundo o policial, a esposa revelou que pediu socorro para o piloto da moto aquática, mas a solicitação não foi atendida. Logo depois, uma outra moto parou, ao perceber os pedidos de auxílio dos familiares.
Até as 20h de ontem, o corpo ainda não havia sido recolhido. Leandro seria levado ao IML, para a realização de  exames.

 

Leia mais na edição impressa do Jornal de Brasília desta segunda-feira (03).

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