Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (26), em frente ao Palácio do Buriti, os policiais civis do DF decidiram não manter a paralisação da categoria, mas garantiram que, no decorrer desta semana, serão realizadas diversas ações contra o governador Rodrigo Rollemberg. Entre elas, informou o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF), está o acompanhamento da agenda do governador com faixas denunciando o sucateamento da segurança pública e o “Enrollemberg”, um boneco inflável de 13 metros de altura.
De acordo com o Sinpol-DF, a categoria luta por avanço das negociações salariais, porque o governo se nega a oferecer proposta para a recuperação de perdas inflacionárias. A proposta sugere que os policiais deem início a manifestações diárias, a partir de amanhã, em avenidas e ruas do Distrito Federal, como a Estrada Parque Taguatinha (EPTG). Outra proposta é se juntar com outros sindicatos do GDF para fazer um movimento organizado contra a reeleição do dirigente.
Após a reunião de hoje, centenas de policiais civis ocuparam o semáforo em frente ao Palácio do Buriti com faixas que pediam aos insatisfeito com o governo Rollemberg que buzinassem. “A greve foi encerrada e passaremos a adotar outras medidas para demonstrar nossa insatisfação com o tratamento que Rollemberg tem dado à Polícia Civil”, afirma Rodrigo Franco Gaúcho, presidente do Sinpol-DF.
Uma nova assembleia, com indicativo de greve, acontecerá na próxima semana.

Divulgação/Sinpol-DF
Greve
A paralisação de 72 horas foi decidida na terça-feira passada em assembleia convocada pelo Sinpol-DF. A greve da Polícia Civil esvaziou as delegacias, que só registraram ocorrências presencialmente em casos de flagrante e de crimes graves, como homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e estupro. A medida é uma estratégia da categoria para pressionar o governo, mais uma vez, por reajuste salarial.
Durante o período de paralisação, nas primeiras 24 horas, de acordo com o Sinpol-DF, mais de 250 mil ocorrências criminais deixaram de ser investigadas e 400 laudos periciais deixaram de ser produzidos. De acordo com Rodrigo Franco, durante a greve, ocorreram 100 homicídios e latrocínios. De sábado para domingo, houve cerca de nove crimes graves em 24 horas. Franco diz que isso é consequência da má gestão do governo. “O governo usa de alguns meios para colocar a culpa da má gestão da segurança pública do DF nos policiais”, acusa.