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Brasília

Após denúncia, padaria em Vicente Pires fecha para limpeza

Arquivo Geral

28/09/2014 7h30

Uma semana após um cliente encontrar larvas em um salgado comprado em uma  panificadora de Vicente Pires (DF), o estabelecimento continua impressionando pela sujeira no local.  Segundo os moradores da região, o problema era maior do que se imaginava, pois, desde o ocorrido, no último domingo, os proprietários da padaria não param de retirar lixo, restos de comida, formas enferrujadas e produtos estragados.

Ainda de acordo com os vizinhos, apenas ontem, a panificadora esteve de portas fechadas para dar continuidade à limpeza, mas o funcionamento continua normal. No entanto, as pessoas que consumiam no local com frequência garantem que não têm mais coragem de adquirir nenhum produto.

 “Agora, compro apenas comida ou bebida com embalagens lacradas, como refrigerante, por exemplo. Já fui cliente deles e tudo parecia limpo, mas o problema estava escondido. Mais do que nojento, é questão de saúde”, declara a estudante Débora Camila Mendes, de 18 anos.

Problemas eram comuns

Para o estudante Igor Moreira, 18, sempre faltou cuidados com a higiene na padaria. “Nunca tive coragem de comer nada lá, pois os alimentos não pareciam ser novos. O que aconteceu foi vergonhoso”, completa ele, que trabalha em uma loja ao lado. 

A  técnica de telecomunicações Elisabete Martisn, 33 anos, compartilha de ponto de vista semelhante. “Não deixo mais meus filhos comerem nada lá. Perdemos a confiança”, conta.

 Prisão

O proprietário da panificadora, de 58 anos, chegou a ser preso no momento em que o microempresário Rodrigo Leão encontrou as larvas, mas foi liberado ao pagar fiança de R$ 5 mil. Rodrigo estava acompanhado da filha de seis anos e da esposa Tatiane Oliveira. A família foi ao local tomar café da manhã, quando perceberam um gosto estranho no pão pizza.

Revoltados com a cena, o casal chegou a pedir para falar com o proprietário do estabelecimento sobre a situação do alimento, mas teria sido tratado com descaso. Em depoimento à polícia, Tatiane afirmou que o “esposo começou a perguntar quem era o responsável pela panificadora. Um funcionário, então, mostrou o dono sentado vendo a cena, de braços cruzados”.

 

 

    

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