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Brasília

Após assalto seguido de morte, taxistas pedem proteção

Arquivo Geral

30/11/2015 7h24

Uma profissão perigosa, que deixa os trabalhadores vulneráveis a crimes como assaltos, sequestros e latrocínios (roubos seguidos de morte). O medo faz parte da rotina de um taxista, relatam os próprios profissionais. Na última quinta-feira,   Diniz Gomes de Andrade,   63 anos, foi mais uma vítima da violência. Conforme o JBr. mostrou na edição de sábado,  ele  foi morto a facadas por um adolescente de 17 anos, que se passou por passageiro.  

O menor foi apreendido e   teria alegado que matou Diniz para ficar com o veículo, um Honda Civic. Diante  de mais um crime envolvendo a categoria,  os trabalhadores se queixam da falta de segurança e se resguardam como podem. O sistema de radiotáxi, dizem, é uma forma de se proteger, uma vez que requer cadastro do cliente. 

Francisco Alves,   78 anos,     já perdeu   colegas dessa forma. “Quando   eu virava a madrugada, só transportava o passageiro depois que   me apresentasse os documentos e me informasse onde trabalhava. Era a forma de me precaver”, afirmou.

De acordo com o taxista, é necessário ter cautela, principalmente, se a corrida for longa. “Às vezes, armam emboscadas. Um colega   foi morto após pegar uma moça, que parecia ser de boa índole. Quando   chegou ao destino, uns caras apareceram, mataram ele e levaram o carro. É uma profissão perigosa”, lamentou.

Donizete Rodrigues,   58 anos, taxista há 18 anos,  relata que já passou por apuros. “Aconteceu duas vezes de entrarem no meu carro pessoas bem suspeitas. Então, parei o carro no posto de gasolina e disse que o veículo estava com problemas. Assim, consegui despistá-los. Hoje, se isso acontece, digo que   estou esperando cliente. Nunca sabemos quem carregamos”, afirmou. 

Segundo caso no ano
 
Um taxista, que não quis se identificar, reclama da falta de abordagem em blitze noturnas. A Polícia Militar, porém, assegura que,  nas fiscalizações, os taxistas são parados automaticamente.
 
A presidente do Sindicato dos Taxistas (Sinpetáxi), Maria do Bonfim, lamenta a morte de Diniz e afirma que há anos tem conversado com o governo para  garantir a  segurança dos motoristas. “Nossa segurança quem faz é Deus, não adianta conversar com o GDF. Entra e sai secretário  e nunca fizeram nada pela nossa categoria. O resultado disso é mais um pai de família que perde a vida trabalhando. Este ano, já é o segundo assassinato de taxistas no DF. No caso do Mazinho, ninguém foi preso”, lembrou.
 
Em janeiro,  José Leudomar Silva, 53, conhecido como Mazinho, foi morto com um tiro à queima-roupa  e teve o corpo abandonado em um matagal no Park Way. O veículo   foi abandonado  perto do aeroporto.  A vítima morava no Riacho Fundo II.
 
Dicas da PMDF
 
Seja associado a cooperativas; 
Selecione seus clientes e desconfie de atitudes suspeitas, dando preferência a clientes cadastrados; 
Trabalhe sem chamar a atenção: evite o uso de objetos de valor;
Se perceber que é seguido, evite áreas isoladas e  procure um posto policial;
Desconfie de ofertas de corridas   fora do preço normal;
 
Se possível, não permaneça no interior do carro parado;
Antes de entrar no táxi ou de estacionar, observe ao redor;
Caso o táxi seja furtado ou roubado, ligue para o 190 e comunique a Polícia Militar.

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