Uma profissão perigosa, que deixa os trabalhadores vulneráveis a crimes como assaltos, sequestros e latrocínios (roubos seguidos de morte). O medo faz parte da rotina de um taxista, relatam os próprios profissionais. Na última quinta-feira, Diniz Gomes de Andrade, 63 anos, foi mais uma vítima da violência. Conforme o JBr. mostrou na edição de sábado, ele foi morto a facadas por um adolescente de 17 anos, que se passou por passageiro.
O menor foi apreendido e teria alegado que matou Diniz para ficar com o veículo, um Honda Civic. Diante de mais um crime envolvendo a categoria, os trabalhadores se queixam da falta de segurança e se resguardam como podem. O sistema de radiotáxi, dizem, é uma forma de se proteger, uma vez que requer cadastro do cliente.
Francisco Alves, 78 anos, já perdeu colegas dessa forma. “Quando eu virava a madrugada, só transportava o passageiro depois que me apresentasse os documentos e me informasse onde trabalhava. Era a forma de me precaver”, afirmou.
De acordo com o taxista, é necessário ter cautela, principalmente, se a corrida for longa. “Às vezes, armam emboscadas. Um colega foi morto após pegar uma moça, que parecia ser de boa índole. Quando chegou ao destino, uns caras apareceram, mataram ele e levaram o carro. É uma profissão perigosa”, lamentou.
Donizete Rodrigues, 58 anos, taxista há 18 anos, relata que já passou por apuros. “Aconteceu duas vezes de entrarem no meu carro pessoas bem suspeitas. Então, parei o carro no posto de gasolina e disse que o veículo estava com problemas. Assim, consegui despistá-los. Hoje, se isso acontece, digo que estou esperando cliente. Nunca sabemos quem carregamos”, afirmou.