O acidente em um zoológico do Paraná acendeu o alerta a respeito da segurança dos visitantes. Na cidade de Cascavel, uma criança teve o braço amputado após ultrapassar a cerca e ser atacada por um tigre. Aqui no Distrito Federal, já foram registrados acidentes, que, inclusive, fizeram os gestores do Zoo repensarem as práticas e procedimentos de segurança.
Há mais de 30 anos, um episódio no Zoológico de Brasília foi crucial para que todo o sistema de vigilância fosse modificado. Em 1977, o visitante Adilson Florêncio se desequilibrou e caiu na jaula das ariranhas. Ele foi socorrido pelo militar gaúcho Sílvio Holenbach, que estava próximo ao local. Porém, ao sair do recinto, Sílvio foi surpreendido pelo ataque dos animais e morreu. Na época, a falta de monitoramento adequado foi questionada.
Atualmente, todos os recintos, exceto o das ariranhas, recebem duas grades: uma de afastamento e outra de proteção. A Instrução Normativa 169 do Ibama exige que todos estes espaços devem ter um espaço de 1,5 metros entre o visitante e a primeira grade, além de uma esporádica vegetação.
“Existem várias diretrizes de segurança a serem seguidas, além de um grande esquema de vigilância”, destaca a superintendente do Zoo, Juciara Pelles. Em relação ao local onde encontram-se as ariranhas, os animais ficam em uma espécie de aquário que tem duas lâminas de dez a 12 milímetros.
No Zoológico de Brasília, para cada animal existe uma norma de segurança a ser seguida. O tigre é mantido em uma jaula de cinco metros de profundidade, que possui grades. A “casa” do rinoceronte não tem grades altas, mas possui supervisão redobrada.
Ao visitarem o Zoo, alguns pais dizem confiar na segurança do local. “Ao ver uma criança sentada em uma grade, o vigilante chama a atenção na mesma hora”, observa a empresária Rachel Romero, 34.