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Brasília

Após acidente no Paraná, alerta para a segurança no Zoológico do DF

Arquivo Geral

02/08/2014 9h40

O acidente em um zoológico do Paraná acendeu o alerta a respeito da segurança dos visitantes. Na cidade de Cascavel, uma criança teve o braço amputado após ultrapassar a cerca e ser atacada por um tigre. Aqui no Distrito Federal, já foram registrados acidentes, que, inclusive, fizeram os gestores do Zoo repensarem as práticas e  procedimentos de segurança.

Há mais de 30 anos, um episódio no Zoológico de Brasília foi crucial para que   todo o sistema de vigilância fosse modificado. Em 1977, o visitante Adilson Florêncio se desequilibrou e caiu   na jaula das ariranhas. Ele foi socorrido pelo militar gaúcho Sílvio Holenbach, que estava próximo ao local. Porém, ao sair do recinto, Sílvio foi surpreendido pelo ataque   dos animais e morreu. Na época, a falta de monitoramento adequado foi questionada. 

Atualmente,  todos os recintos, exceto o das ariranhas,  recebem duas grades: uma de afastamento e outra de proteção.  A Instrução Normativa 169 do Ibama exige que todos estes espaços devem ter um espaço de 1,5 metros entre o visitante e a primeira grade, além de uma esporádica vegetação.

“Existem várias diretrizes de segurança a serem seguidas, além de um grande esquema de vigilância”, destaca a superintendente do Zoo, Juciara Pelles. Em relação ao local onde encontram-se as ariranhas, os animais ficam em uma espécie de aquário que tem duas lâminas de   dez a 12 milímetros.

No   Zoológico de Brasília,  para cada animal   existe uma norma de segurança a ser seguida. O tigre é mantido em  uma jaula de cinco metros de profundidade, que possui   grades.  A “casa” do rinoceronte   não tem grades altas, mas  possui supervisão redobrada.

Ao visitarem o Zoo, alguns pais dizem confiar na segurança do local.  “Ao ver uma criança sentada em uma grade, o vigilante chama a atenção na mesma hora”, observa a empresária Rachel Romero, 34.  

A Polícia Civil vai ouvir oficialmente as testemunhas do ataque ao menino de 11 anos em Cascavel (PR) a partir de segunda-feira, quando deve ser concluído um relatório preliminar com a lista de todos envolvidos. Segundo o delegado Denis Merino, responsável pelo caso, o pai da criança só responderá por lesão corporal grave caso se comprove negligência. O garoto foi atacado na ultima quarta-feira em no zoológico da cidade. 
 
“Temos que ouvir todos envolvidos, porque há uma linha (de investigação) que afirma que o pai estava cuidando do outro filho, de três anos, quando o maior foi atacado”, diz Merino. Ele disse ainda que o mais difícil é encontrar as testemunhas que filmaram e fotografaram o ataque do tigre ao menino. “As pessoas primeiro correm para a imprensa e agora fogem da polícia. Mas iremos ouvi-las”, diz Merino. Há um prazo de 30 dias para concluir o inquérito.
 
O garoto havia pulado uma grade e entrado em uma área proibida do zoológico para jogar um pedaço de frango ao tigre. Segundo a prefeitura da cidade, cuidadores relataram que o pai do garoto o incentivou a correr em volta da jaula, provocando o animal.
 
Vídeos feitos antes do acidente mostram o menino encostado na grade com o braço esticado dentro da jaula para tentar tocar o tigre. 

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