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Brasília

Apesar de recentes apagões, CEB diz estar preparada para Copa

Arquivo Geral

04/06/2014 16h56

Apesar de ter registrado dois apagões em menos de 24 horas em pontos distintos da capital, a Companhia Energética de Brasília (CEB) afirmou estar “completamente preparada” para garantir 100% do fornecimento de energia elétrica durante a Copa do Mundo. Além disso, o diretor de engenharia da CEB, Mauro Martinelli, disse que o Distrito Federal terá “um grande legado no setor”, alavancado pelos mais de R$ 550 milhões investidos pela companhia nos últimos três anos. Os números foram apresentados em coletiva de imprensa na manhã de ontem e fazem parte de uma planilha operacional da CEB com base em melhorias visando o megaevento esportivo.

De 2011 para cá, a CEB fez a instalação de 18 novos transformadores na capital e em cidades do entorno. Até então, o ano de maior investimento da companhia tinha sido em 2008, quando foram gastos R$ 133 milhões em melhorias para o setor de energia elétrica.

“A distribuição era totalmente radial, com um único caminho para a energia percorrer. Esses investimentos possibilitaram uma rede em forma de anel, dando outras alternativas para a energia percorrer e, assim, conseguir uma distribuição e fornecimento mais satisfatórios, bem como identificar problemas com mais rapidez”, explicou Martinelli.

A CEB também cumpriu com dez exigências feitas pela FIFA e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que previa construção de subestações e reformas na rede de distribuição. “Além das dez exigidas, fizemos mais duas obras que foi o seccionamento da linha Brasília Norte – Samambaia 138 e o remanejamento das linhas do Taguaparque, local onde ocorrerá a Fifa Fan Fest”, lembrou Martinelli, ao reforçar que o Distrito Federal é o Estado que cumpriu à risca todos os compromissos envolvendo a realização da Copa do Mundo.

Os investimentos realizados nos últimos anos também viabilizaram a implementação de 56 alimentadores de energia novos no DF, um custo estimado pela CEB em 37 milhões. As melhorias, segundo Martinelli, resultaram em indicadores de qualidade mais satisfatórios, redução do pagamento de compensação financeira – em 2012 foram pagos R$ 11 milhões, a passo que em 2013 reduziu-se para R$ 9 milhões – e a obtenção de índices mais positivos nas pesquisas da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Leia mais na edição desta quinta-feira (5) do Jornal de Brasília.

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