Da Redação
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A cerâmica feita na área onde hoje existe a cidade de São Sebastião ajudou a levantar paredes, muros e monumentos da capital federal. Nos primeiros anos da construção de Brasília, várias olarias, comerciantes de areia e cerâmica se instalaram nas terras desapropriadas das fazendas Taboquinha, Papuda e Cachoeirinha, que datam da época da escravidão. Mas a cidade, que ainda preserva trechos da história dos escravos no Brasil, se desenvolveu e sofre as consequências do crescimento desordenado, inclusive na atenção à saúde.
Geneci Silva, 49 anos, toma injeções para dor todas as noites, antes de dormir. Ele tem insuficiência venosa e precisa passar por um procedimento cirúrgico. Mesmo assim, precisou ir quatro vezes à Unidade Mista de Saúde de São Sebastião para conseguir o encaminhamento para cirurgia. “Na primeira vez, vim para marcar a consulta. No dia da consulta, vim à toa, não tinha médico. O pessoal remarcou minha consulta e novamente não tinha médico. Consegui consultar só hoje, um mês depois”, reclama Silva. “O médico pediu urgência para a operação, mas o pedido vai ter que ser encaminhado para outro hospital porque aqui eles não fazem cirurgia”.
O ascensorista, que mesmo com o problema nas pernas passa o dia inteiro em pé, reclama também do atendimento. “É gente que fura fila para a marcação de consultas e os funcionários não falam nada, além de remédio que nunca tem”, acrescenta.
Em toda a cidade – com mais de 383 quilômetros quadrados – há duas unidades de saúde. A Unidade Mista de Saúde, além de receber os pacientes que moram na área urbana ou nas proximidades, atende aos que buscam a emergência em pediatria e clínica médica. A população que mora mais afastada do centro da cidade procura o Posto de Saúde Rural, localizado na DF-140. São dois centros de saúde e nenhum hospital para mais de cem mil habitantes.
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