Metade dos 432 apartamentos funcionais da Câmara, store à disposição dos deputados, está desocupada. Ainda assim, o órgão deve gastar R$ 29 milhões para reformar os imóveis, localizados SQN 302.
Os parlamentares preferem receber o auxílio-moradia, no valor de R$ 3 mil por mês, ao invés de viverem nos imóveis. A reportagem do Jornal da Globo esteve nos apartamentos mostrou as péssimas condições – infiltrações e abandono, principalmente.
A obra, que inclui a instalação itens de luxo, como a instalação de banheiras de hidromassagem e um triturador de alimentos, já começou. Cada apartamento, de 225 m² chega hoje a custar R$ 700 mil. Após as mudanças, este valor valor deve dobrar.
Segundo o Departamento de Habitação da Câmara, a reforma objetiva valorizar os imóveis para que possam ser utilizados pela União da forma mais satisfatória.
O deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) defende a venda dos apartamentos como estão e o uso do auxílio-moradia. Ele enviou um ofício ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, propondo que as reformas sejam suspensas.