Menu
Brasília

Aniversário do Recanto das Emas: Aos 24 anos, há desafios, mas também muito a se comemorar

Arquivo Geral

28/07/2017 6h30

Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@jornaldebrasilia.com.br

O Recanto das Emas comemora 24 anos hoje. A cidade, que tem uma população estimada em mais de 140 mil habitantes, abriga brasileiros que vieram tentar a vida no Distrito Federal e quem procura uma região tranquila para morar. Os moradores não escondem os elogios à região administrativa, mas também fazem sugestões de melhorias para a população.

O comerciante José Luis da Silva, de 77 anos, mora há 18 anos no Recanto das Emas. Antes de residir ali, o aposentado morou também em outras regiões administrativas do DF. “Já passei por Samambaia, Gama e Taguatinga. Mas adoro morar aqui”, conta.

Na região, José Luís chegou a mudar de endereço quase 20 vezes, mas conseguiu manter as amizades durante esse tempo. “Aqui no Recanto fiz bons amigos. Trabalho no mesmo ponto há 15 anos. Então, as pessoas já me conhecem”, afirma o comerciante, que vende roupas para complementar a renda.

A dona de casa Cláudia Gonçalves da Costa, 36, também mudou muito de endereço até encontrar uma residência fixa no Recanto das Emas. “Estou morando aqui há dois anos. Tudo que eu preciso, encontro aqui”, diz. Além da facilidade nos serviços, ela alega que a região oferece a qualidade de vida que precisa para morar. “Para mim, é uma cidade tranquila. Nunca fui assaltada nem tive nenhum outro problema”, aponta a dona de casa.

A aposentada Maria José Medeiros, 49, também acredita que não precisa mais ir para outras cidades para adquirir o que precisa. “O comércio está ficando cada vez mais movimentado”, afirma a mulher, que mora há 18 anos no Recanto. Ela tem planos para o futuro: “Espero estar presente nos próximos anos do aniversário da cidade e poder ver o quanto ela melhorou”.

Os moradores reconhecem as qualidades da cidade, mas alegam que, para ficar cada vez melhor, é necessário que o governo faça mudanças, que envolvem, principalmente, a saúde e educação ofertadas para a população.

O comerciante José Luis reclama que falta um olhar a mais para a saúde. “Das vezes que precisei ir à UPA, o atendimento foi devagar. E, quando preciso pegar meu remédio no posto de saúde, já me disseram que não tem”, aponta. “Se conseguirem arrumar esses problemas, o Recanto vai ficar perfeito”, completa José Luis.

A saúde também é um ponto essencial para a aposentada Maria José, que já precisou de serviços médicos e não conseguiu. “A UPA tem atendimento ruim e não tem um hospital público aqui. Aí fica complicado ter que ir para os hospitais de outros lugares”, diz.

Já para a dona de casa Cláudia, o que falta mesmo é mais creche para as crianças. “Tenho cinco filhos pequenos. Já tentei matriculá-los, mas não consigo”, conta. “Fora isso, o Recanto é uma ótima cidade para morar”, conclui.

Claudia Gonçalves Foto: Ariadne Marçal

Claudia Gonçalves
Foto: Ariadne Marçal

Comércio

Desde a sua criação, em 28 de julho de 1993, o Recanto das Emas apresentou um potencial para expandir o comércio local. De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), de 2015, cerca de 30% dos moradores se deslocam para o Plano Piloto para trabalhar, e em torno de 20% trabalham na própria região. Com isso, a cidade, que antes era totalmente dependente de outras regiões, tem vivido um momento de aquecimento na economia.

Comércio de rua é o forte da região

De acordo com o empresário e ex-administrador da cidade Leonardo Sampaio Oliveira, 34 anos, a economia local é mais voltada ao comércio de rua. “Hoje, a gente tem um comércio bastante diversificado. Não tem um shopping ou algo do tipo. Mas temos um comércio de rua com vestuário, calçados, utensílios gerais e alimentação”, aponta.

Além disso, Oliveira observa que a região administrativa consegue se manter com o mercado que tem. “Com a variedade existente, o comércio abastece tanto o Recanto como o Riacho Fundo II”, diz. “Claro que temos alguns problemas com a segurança, mas o comércio propicia muitas oportunidades para a cidade, como a geração de emprego”, completa.

Foi pensando em atingir esse público do Recanto das Emas, cada vez mais ávido por movimentar a economia, que empresas abriram suas portas na região administrativa. A gerente de uma loja de vestuário Maria de Jesus de Lima, 45 anos, conta que estudou bastante antes de montar sua loja ali. “Começamos em 2009 e vejo que, a cada ano que passa, o movimento está cada vez melhor e o comércio está crescendo mais”, diz.

Versão Oficial

O administrador do Recanto das Emas, Paulo Roberto Amâncio Silva, diz que uma das melhorias em andamento é uma operação tapa-buracos. “A iniciativa privada tem ajudado bastante na operação. Eles conseguiram colocar em funcionamento o rolo compressor que estava quebrado há seis meses. Isso deu mais celeridade à ação. Conseguimos também que a CEB viesse trocar a iluminação pública em alguns pontos, e a retirada de entulho, que é caso de saúde pública”, enumera. Além disso, segundo o administrador regional, vários equipamentos públicos têm sido reformados com o apoio da iniciativa privada, como o Ginásio Tatuzão, o Centro de Convivência do Idoso e duas brinquedotecas públicas. “São ações mais práticas, enquanto eu preparo minha equipe para fazer ações mais complexas que dependem de licitações”, justifica Paulo Roberto Amâncio Silva.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado