Natasha Dal Molin
Especial para o Jornal de Brasília
A história de vida da professora da rede pública aposentada Ana Consolação, 57 anos, poderia ser a mesma de quem teve a vida prejudicada por alcoolismo ou outras drogas. Por um determinado tempo, ela foi única pessoa sóbria na família. Em vez de se lamentar ou entregar a Deus, ela resolveu fazer alguma coisa. “Sou muito racional, quis tentar entender a situação”, diz. Ana buscou motivos, tratamentos, abordagens, causas e consequências da dependência química. Fez cursos, frequentou entidades de ajuda e investiu R$ 500 em um livro. Hoje, alguns anos depois e com a família em parte recuperada – o marido faleceu em decorrência do vício e os filhos estão livres das drogas –, ela se dedica a ajudar outras pessoas a enfrentar o problema.
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