A água que os brasilienses consomem é de boa qualidade. A constatação é da Superintendência de Água e Esgoto (SAE) da ADASA, que, além de dispor de serviços laboratoriais para análises físico-químicas e bacteriológicas da água bruta (superficial e subterrânea), água tratada e água servida (residuária e efluente), analisa dados fornecidos pela CAESB e SISAGUA, do Ministério da Saúde.
A água na rede de distribuição no DF, ou seja, nos encanamentos que levam até às casas é segura e se encontra dentro dos parâmetros de Turbidez (redução da transparência da água devido à presença de materiais em suspensão); Cloro Residual (o cloro é adicionado à água tratada para que haja uma desinfecção assegurando a destruição de bactérias); e Coliformes Totais (bactérias indicadoras de potencial contaminação); Cor (presença na água de substâncias em solução, como ferro ou matéria orgânica); e Fluoreto (possui ação benéfica de prevenção da cárie dentária).
Segundo a Reguladora Rossana de Castro um dos fatores responsáveis pela manutenção dos bons índices é a preservação dos mananciais que são utilizados para o abastecimento de água no DF. Os mananciais, segundo análise sobre o Índice de Qualidade de Água Superficial (IQA), garantem a manutenção da qualidade de água distribuída à população do DF.
O DF, para efeitos de abastecimento, é dividido em Sistemas, que são áreas que recebem água tratada de uma determinada unidade de tratamento. Todos os sistemas de abastecimento – Descoberto, Torto-Santa Maria, Sobradinho-Planaltina, São Sebastião e Brazlândia, entre outros – são monitorados pela CAESB quanto aos parâmetros de potabilidade.
No balanço da qualidade da água feito pela ADASA, foram considerados os parâmetros de Turbidez, Cloro Residual e Coliformes Totais. No primeiro semestre foram coletadas e analisadas 18.809 amostras na rede de distribuição para os três parâmetros básicos.
Mas, para garantir essa qualidade da água que consome, é muito importante a participação e os cuidados dos usuários: ele devem ter manter sempre limpas as caixas d’água e nunca misturar água tratada com a não tratada, recomenda a servidora Rossana de Castro, da Superintendência de Água e Esgoto da ADASA.