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Agosto Dourado reforça importância do aleitamento materno e o apoio às mães oferecido no DF

Entre janeiro e julho, mais de 12 mil litros foram doados no DF, beneficiando cerca de 9,4 mil bebês prematuros e de baixo peso internados em UTIs neonatais

Redação Jornal de Brasília

21/08/2025 15h34

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O leite materno é considerado “padrão ouro” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), oferecendo nutrição, proteção e esperança aos recém-nascidos. A alusão ao ouro deu origem ao Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno. No Distrito Federal, o apoio às famílias se destaca: a rede conta com 14 bancos de leite humano (BLHs) e sete postos de coleta (PCLHs), distribuídos por todas as regiões administrativas.

De janeiro a julho de 2025, cerca de 3,6 mil mulheres doaram mais de 12 mil litros de leite humano no DF, superando o volume registrado no mesmo período de 2024 (11,7 mil litros). O alimento é destinado principalmente a bebês prematuros e de baixo peso internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais. No primeiro semestre, cerca de 9,4 mil bebês foram atendidos pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR).

Mariane Curado Borges, da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde (SES-DF), explica que qualquer mulher em fase de amamentação pode se tornar doadora. O cadastro pode ser feito pelo telefone 160 (opção 4) ou pela rede social do Amamenta Brasília. “Cada mãe que doa está ajudando não só seu próprio filho, mas muitas outras crianças que precisam. Esse alimento reduz o tempo de internação e aumenta as chances de sobrevivência”, afirma.

Acolhimento e orientação para as mães

Nos bancos de leite, as mulheres recebem orientações e apoio, o que pode estimular a produção natural de leite. O atendimento é realizado por equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas e fonoaudiólogos, que acompanham mães com dificuldades de amamentação.

A estudante Maria Eduarda Vieira dos Santos, de 17 anos, doou leite materno no primeiro mês de vida do filho. Agora, enfrentando dificuldades de amamentação, ela ressalta a importância do banco de leite: “Para as mães que não conseguem, saber que existe um espaço que garante esse alimento caso precise é um alívio. O banco de leite é importante demais, especialmente para as mães de primeira viagem.”

Já Maria Clara Ferreira Santos, de 21 anos, descobriu a importância da doação quando a filha nasceu prematura, com 28 semanas. Ela recebeu leite humano do banco para garantir a sobrevivência da bebê e também se tornou doadora. “Eu não conseguia ordenhar, mas sabia que minha filha não ia passar fome. Meu leite ajudou outras crianças também”, conta.

Amamentar é mais que nutrir

A OMS recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses e complementado até pelo menos os dois anos. No DF, as ações de conscientização e apoio contribuem para manter bons índices, mas a doação de leite continua essencial para atender a demanda hospitalar.

“É importante que as mulheres não tenham medo de doar. Quanto mais se extrai, mais o corpo produz. Doar é um ato de amor que pode salvar até dez bebês”, reforça Mariane Curado Borges. A coordenadora projeta que, no futuro, com a ampliação do estoque nos bancos de leite, poderá ser possível atender também crianças em abrigos ou em situação de vulnerabilidade.

Com informações Agência Brasília

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