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Brasília

Agentes são suspeitos de uso indevido de arma e tentativas de homicídio

Arquivo Geral

05/09/2012 7h01

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O abuso de poder, o uso indevido de armas e a falta de acompanhamento psicológico por integrantes da área de segurança pública colocam a população brasiliense em risco e têm causado problemas para os profissionais. Não são raros os casos de  policiais  militares, civis e agentes  de atividades penitenciária envolvidos  em casos de homicídio, tentativa de assassinatos e agressões com uso de armas das corporações.

 

 O Diário Oficial do DF de ontem trouxe  o nome de dez agentes de atividades penitenciária que respondem a processo administrativo disciplinar. A maioria usou a arma da Secretaria de Segurança Pública, uma pistola calibre 40, contra a população que deveria defender. Um dos casos impressiona: uma agente  furou à bala a bola  de meninos que jogavam futebol na rua,   por falta de um campo na região onde moram. Por pouco, uma das crianças não foi atingida. O projétil ficou dentro do brinquedo dos garotos. O possível estresse da mulher não levou em conta nem o fato de ela ser vizinha dos meninos.

 

 Desesperada, a mãe do menino de 12 anos, dono da bola, o proibiu de brincar na rua. Agora, a rotina do garoto se resume a ir   para a escola. Nas poucas vezes que sai para se divertir, brinca em uma quadra fechada e coberta sob o olhar dos pais. “Aqui não tem opção, e a solução foi colocá-lo o dia inteiro na escola”, diz a mãe, uma auxiliar de serviços gerais de 32 anos, moradora na Estrutural, e que tem mais três filhos.

 

 

Mais um caso que demonstra  o uso indevido da arma  envolve um outro agente, que também responde a processo disciplinar e pode ser expulso da Secretaria de Segurança. Ele deu  uma coronhada na cabeça do segurança de uma boate na QNM 1, em Ceilândia, com uma pistola calibre 40. Isso porque ele teria sido impedido de entrar em uma boate, ao se recusar a pagar a entrada, de  R$ 5.  Além da ocorrência de agressão, ele chegou a faltar ao trabalho por 32 dias consecutivos.

 

 A farra das “carteiradas” não foi prerrogativa apenas de um agente. Um outro profissional da pasta é suspeito de tentar matar um coordenador de segurança em uma casa noturna da Vila Planalto, também por ter recusado a aceitar sua entrada sem o pagamento. Um colega do agressor também atirou dentro em uma boate, em Taguatinga e feriu uma mulher. 

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