
Um assassinato praticado com requinte de crueldade. Um agente penitenciário, lotado no Presídio Feminino do Distrito Federal , conhecido como Colmeia, matou com 31 facadas o auxiliar de serviços gerais Edson Teixeira de Carvalho, de 37 anos. O motivo do crime foi ciúmes.
O homicídio ocorreu na noite de segunda-feira (7), na casa do agente, na quadra 11, Setor Leste, Gama. Segundo a Polícia Civil, a vítima e o autor mantinham um relacionamento amoroso havia sete meses. Eles começaram a discutir quando bebiam em um bar na Quadra 2 do Setor Sul.
Foram para casa, mas o desentendimento continuou. O suspeito, identificado como A.A.T.G., de 37 anos, que sofre de esquizofrenia, está afastado das funções há dois meses. Ele, que está proibido de usar arma de fogo, teria misturado álcool com remédio controlado antes do ato brutal. A informação é de que ele cortou a garganta de Edson.
Após assassinato, o suspeito escreveu uma carta de próprio punho onde confessa a barbárie e promete tomar remédio em excesso para se matar. Uma irmã dele, que mora no mesmo terreno, o viu na frente da casa, ensanguentado. Ela encontrou a vítima morta no quarto e telefonou para o marido, que é policial militar. Devido a quantidade de medicamento, o agente foi levado ao Hospital Regional do Gama (HRG), medicado e transferido para a 14ª DP (Setor Central, Gama).
Admitiu o crime
De acordo com o delegado-chefe, Osmar Mendonça de Souza, o autor invocou o direito constitucional de só falar em Juízo, mas admitiu informalmente o relacionamento amoroso com a vítima e confessou o homicídio por ciúmes. O agente foi autuado em flagrante por homicídio simples. Pode ser condenado a uma pena de 20 anos de cadeia. Ele vai permanecer preso.