Matheus Venzi
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Quem precisou esperar o fim do Carnaval para ir ao banco teve sorte: a movimentação nas agências foi tranquila ontem, quarta- feira de cinzas. As unidades reabriram ao meio-dia e, com a ajuda dos serviços on-line, não ficaram lotadas.
A dentista Margaret Pires, 50, foi a uma agência no Setor Comercial Sul com a intenção de pagar uma conta. “Nos outros anos foi mais lotado. Fiquei surpresa”, relata. Margaret acredita que a falta de dinheiro está deixando as pessoas mais em casa.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rafael Zanon, pondera que tudo está dentro do normal. “A movimentação maior geralmente é no fim do mês até o dia 10 do mês seguinte”, comenta. Segundo ele, o crescimento do atendimento pela Internet facilitou a vida da população. Transferências e pagamentos, por exemplo, podem ser feitos pelo celular.
Entretanto, ele lembra que os procedimentos com uma exigência maior de segurança ainda são feitos presencialmente: “As pessoas ainda terão que ir ao banco, talvez com menos frequência”.
O presidente do Sindicato dos Economistas do DF (Sindecon), Flauzino Antunes, reconhece que os aplicativos reduziram o fluxo nas agências. “Os apps vieram para ficar, porque os bancos investem na redução de custos. Essa redução passa por investimentos na área de informática”, explica.