Raphaella Sconetto
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Um camaronês de 35 anos foi preso por volta de 17h desta quinta-feira (25) suspeito de aplicar um golpe apelidado de “dólar negro”, na Quadra 02 do Setor de Desenvolvimento Econômico de Taguatinga. No momento da prisão, Jeremie Houag portava cerca de 32 maços com as notas falsas. O estelionatário ainda é suspeito de pertencer a uma quadrilha internacional que possui ramificações em outros estados brasileiros e em vários países.
A Polícia Militar, responsável pela prisão, chegou até o homem através de uma denúncia de um empresário da região. “Essa prisão foi a partir do trabalho de inteligência da PM, que acompanhou a negociação entre ele e o golpista. Com o detido, encontramos duas malas de aproximadamente 25 quilos. Dentro, tinham dois cofres com as notas manchadas de preto”, conta o major Abreu, responsável pela ação.
O estelionatário oferecia cinco milhões de dólares em troca de 100 mil reais. “Ele falava que tratava-se de dinheiro quente e que queria investir em Brasília, mas que não podia entrar com esse valor no País por haver um limite para tal. E assim ele ia tentando enganar a vítima”, explicou o major.
A ação da PM ocorreu no escritório do empresário enganado, no momento em que eles tratavam da negociação, sem que o suspeito desconfiasse de que estava sendo monitorado. Em um determinado momento, os militares entraram no local e efetuaram a prisão em flagrante. O empresário, segundo a PM, já havia sido vítima do mesmo golpe no final do ano passado, em que perdeu a quantia de R$ 48 mil.
Ainda não há informações de quantas vítimas ou quanto Houag cobrava por cada maleta com os dólares falsos. “Mas, é um crime bastante lucrativo”, afirma o major. De acordo com o policial militar, o camaronês será encaminhado diretamente à Polícia Federal, que deverá continuar as investigações do estelionato internacional.
Dólar negro
O golpe do “dólar negro” consiste em notas falsas pintadas com tinta escura. O estelionatário garante que os dólares são verdadeiros, mas que estão pretas para facilitar a entrada na alfândega. “Para ter o dólar, eles contam que é só passar um produto químico, que vai tirar toda a tinta”, explica Abreu. Algumas notas verdadeiras ainda são colocadas no montante, para poder mostrar às vítimas e ludibriá-la com ilusão de que se trata-se de “dinheiro de verdade”.

Divulgação/PMDF