O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu nesta quarta-feira (10) o pedido de habeas corpus preventivo do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. O pedido, no entanto, não partiu dos advogados do governador
do DF, mas do advogado Artur Celso Fonseca.
Segundo um dos advogados de Arruda, Cristiano Maronna, o habeas corpus foi pedido por Artur Fonseca sem o conhecimento deles. “A atitude dele não prejudica, mas também não ajuda no processo”, afirmou. Ele
destacou que Artur Fonseca ficou conhecido por tomar atitude semelhante quando surgiu a possibilidade do pedido de prisão preventiva de José Sarney. “Esta foi uma iniciativa pessoal dele”.
Cristiano Maronna descartou a possibilidade do governador apresentar, por meio dos advogados, um pedido de habeas corpus preventivo. “Nesse momento a nossa preocupação é em conhecer o caso”, avaliou Maronna.
A situação do governador ficou ainda mais delicada depois que se tornou público o teor dos depoimentos dos policiais civis de Goiás que foram pegos espionando gabinetes de deputados de oposição da Câmara
Legislativa. Arruda corre o risco de ser judicialmente afastado do cargo ou ainda ser preso preventivamente por dificultar as investigações da Operação Caixa de Pandora.
Ontem a Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou ao procurador-geral da república pedido solicitando o imediato afastamento ou a prisão preventiva de Arruda. Também nesta terça-feira (09) o procurador-regional eleitoral entrou com duas ações pedindo a perda de mandado do governador.
Leia mais na edição desta quinta-feira do Jornal de Brasília.