Menu
Brasília

Adasa estabelece níveis do Lago Paranoá para 2013

Arquivo Geral

22/12/2012 20h34

A Diretoria Colegiada da ADASA aprovou, nesta sexta-feira (21), a Resolução que estabelece os níveis altímétricos  a serem mantidos, em 2013, no lago Paranoá. Ficou estabelecido que o nível mínimo a ser praticado será de 999,80 metros (a ser atingido em outubro)  e o máximo de 1080ms. O controle deverá ser feito pela CEB Geração,  nas barragem da usina hidroelétrica –UHE-Paranoá, que utiliza as águas para gerar energia elétrica para atender algumas áreas de Brasília.

 

 

A proposta leva em consideração a garantia de múltiplos usos do lago – geração de energia, abastecimento humano, pesca, lazer, navegação e outras modalidades esportivas. O rebaixamento do lago previsto para ocorrer nos meses de setembro e outubro, período em que acontecerá no terceiro sábado de setembro, a realização do “clean up” – a limpeza das bordas do Lago Paranoá.

 

A Resolução da ADASA prevê, para este período, caso haja necessidade, a realização do “flushing”, que  é a abertura das comportas do lago com o objetivo de renovar a camada superficial do reservatório, atividade que, nos anos recentes tem demonstrado a melhoria da qualidade das águas do lago.

 

Desde 2010 a ADASA, no exercício de sua competência, passou a definir, através de Resolução, as cotas das águas do lago, ouvido o Grupo de Acompanhamento – CEB, CAESB, Marinha do Brasil, Secretaria de Turismo, Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, Comitê de Bacia do Paranoá, IBRAM e SEMARH. A partir do próximo ano, a Federação Náutica de Brasília  -FNB- também fará parte deste grupo.

 

Penalidades

A ADASA propõe em sua Resolução a aplicação de penalidades se constatar oscilações abusivas nos níveis altimétricos, mínimos ou máximos, observados diariamente pela Agência. Esses níveis são mantidos com a geração de energia pela CEB.

 

Caso ocorram oscilações, as penalidades serão progressivas: na primeira, o valor base da multa será de até  de R$ 10.001,00 (dez mil e um reais); a segunda de R$ 15 mil e a terceira R$ 30 mil. Caso  as ocorrências provocarem sérios prejuízos ao serviço público de abastecimento de água, riscos à saúde e à vida,  perecimento de bens ou animais ou ainda graves prejuízos a terceiros, esta infração será classificada como gravíssima, podendo a aplicação da penalidade varia de R$ 1.000.001,00 (um milhão e um reais) até R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais).

 

Ao definir a Resolução, que4 será publicada na próxima semana no DO-DF, levou em consideração  a necessidade de cada vez mais aumentar o nível de conhecimento e o grau de detalhamento dos níveis do Paranoá, não apenas a preocupação com a instabilidade do período chuvoso, mas principalmente com a garantia dos usos múltiplos e a futura captação da CAESB de até 2,8 m³ por segundo, a partir de 2015.

 

Criado artificialmente na construção de Brasília, o Lago Paranoá teve como objetivo inicial aumentar a umidade relativa do ar e servir de receptor e diluição de efluentes. Ao longo desses 50 anos, passou por vários processos, poluição e despoluição e vem mantendo os mais variados usos de suas águas: lazer, navegação, pesca, geração de energia e, futuramente, abastecimento humano.

 

Os níveis do Lago Paranoá podem ser acompanhados pelo site www.adasa.df.gov.br

    Você também pode gostar

    Adasa estabelece níveis do Lago Paranoá para 2013

    Arquivo Geral

    21/12/2012 16h52

    A Diretoria Colegiada da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito federal (Adasa) aprovou, hoje (21), Resolução que estabelece níveis altímétricos a serem mantidos, em 2013, no lago Paranoá. Ficou estabelecido que o nível mínimo a ser praticado será de 999,8 metros (a ser atingido em outubro) e o máximo de 1080 metros. O controle deverá ser feito pela CEB Geração, nas barragem da usina hidroelétrica – UHE-Paranoá, que utiliza as águas para gerar energia elétrica para atender algumas áreas de Brasília.

     

    A proposta leva em consideração a garantia de múltiplos usos do lago – geração de energia, abastecimento humano, pesca, lazer, navegação e outras modalidades esportivas. O rebaixamento do lago está previsto para ocorrer em setembro e outubro, período em que acontecerá, no terceiro sábado de setembro, a realização do “clean up” – a limpeza das bordas do Lago Paranoá.

     

    A Resolução da Adasa prevê, para este período, caso haja necessidade, a realização do “flushing”, que  é a abertura das comportas do lago com o objetivo de renovar a camada superficial do reservatório, atividade que, nos anos recentes tem demonstrado a melhoria da qualidade das águas do lago.

     

    Desde 2010 a Adasa, no exercício de sua competência, passou a definir, através de Resolução, as cotas das águas do lago, ouvido o Grupo de Acompanhamento – CEB, CAESB, Marinha do Brasil, Secretaria de Turismo, Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, Comitê de Bacia do Paranoá, IBRAM e SEMARH. A partir do próximo ano, a Federação Náutica de Brasília  -FNB- também fará parte deste grupo.

     

    Penalidades

     

    A Adasa propõe em sua Resolução a aplicação de penalidades se constatar oscilações abusivas nos níveis altimétricos, mínimos ou máximos, observados diariamente pela Agência. Esses níveis são mantidos com a geração de energia pela CEB.

     

    Caso ocorram oscilações, as penalidades serão progressivas: na primeira, o valor base da multa será de até  de R$ 10.001,00 (dez mil e um reais); a segunda de R$ 15 mil e a terceira R$ 30 mil. Caso  as ocorrências provocarem sérios prejuízos ao serviço público de abastecimento de água, riscos à saúde e à vida,  perecimento de bens ou animais ou ainda graves prejuízos a terceiros, esta infração será classificada como gravíssima, podendo a aplicação da penalidade varia de R$ 1.000.001,00 (um milhão e um reais) até R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais).

     

    Ao definir a Resolução, que4 será publicada na próxima semana no DO-DF, levou em consideração  a necessidade de cada vez mais aumentar o nível de conhecimento e o grau de detalhamento dos níveis do Paranoá, não apenas a preocupação com a instabilidade do período chuvoso, mas principalmente com a garantia dos usos múltiplos e a futura captação da CAESB de até 2,8 m³ por segundo, a partir de 2015.

     

    Criado artificialmente na construção de Brasília, o Lago Paranoá teve como objetivo inicial aumentar a umidade relativa do ar e servir de receptor e diluição de efluentes. Ao longo desses 50 anos, passou por vários processos, poluição e despoluição e vem mantendo os mais variados usos de suas águas: lazer, navegação, pesca, geração de energia e, futuramente, abastecimento humano.

     

    Os níveis do Lago Paranoá podem ser acompanhados pelo site www.adasa.df.gov.br.

     

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado