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Brasília

Adasa discute coleta seletiva de lixo no DF

Arquivo Geral

06/09/2012 10h20

Para subsidiar a criação dos 12 centros de triagem de resíduos sólidos no DF, fundamentais para o desenvolvimento do Programa de Coleta Seletiva, o consultor em gestão de resíduos da construção civil, Cássio Veloso, ministrou, no auditório da ADASA, uma palestra sobre as experiências de criação, funcionamento e cotidiano de centros de triagem de resíduos sólidos em Minas Gerais. A construção dos espaços é passo crucial para a implantação definitiva da Política de Gestão de Resíduos Sólidos no DF.

Representantes de diversos órgãos do Governo e cooperativas de catadores de lixo compareceram ao evento e tiveram a oportunidade de dar sugestões e expor os problemas que envolvem a coleta e triagem dos resíduos no DF. A intenção é integrar e inserir as cooperativas de catadores de materiais recicláveis ao sistema público de coleta seletiva do DF. Além disso, com o Programa de Coleta Seletiva, a vida útil do novo aterro sanitário de Samambaia, que substituirá o do Jóquei (Lixão da Estrutural), será elevada, pois será maior a retirada de produtos recicláveis do fluxo de resíduos, reduzindo o material a tratar e aterrar.

Para viabilizar a implantação do programa deverão ser construídos 12 Centros de Triagem para onde será encaminhada a fração seca dos resíduos recicláveis resultantes da coleta seletiva. Cada Centro terá a capacidade de realizar a triagem de 30 toneladas de resíduos por dia, gerando trabalho e renda para até 2.160 catadores.

Fernando Silva, Presidente da Fundamental Cooperativa, acredita que o Programa de Coleta Seletiva é uma vitória para a população e para os catadores: “Essa iniciativa oficializará a situação dos trabalhadores e otimizará tempo na triagem do material. A expectativa é que com os investimentos em maquinários, estrutura e conscientização da sociedade, o material possa chegar em condições melhores, mais limpo,reduzindo os casos de contaminação. A coleta seletiva é uma bandeira que carregamos por 15 anos”, afirma Silva. 

A previsão é que pelo menos dois centros de triagem se constituam na Estrutural para aproveitar o pessoal já habituado a obter trabalho e renda a partir da triagem e comercialização de materiais recicláveis.

Política de Gestão de Resíduos
O cenário da política de resíduos sólidos no DF é marcado pela deficiência de fiscalização e pelo sucateamento das instalações de transbordo, de tratamento e de destinação final do lixo. Esta situação não permite ao Estado regular e monitorar, com eficiência, a qualidade dos serviços prestados, assegurando ao cidadão um padrão mínimo de excelência.

A destinação final é o ponto crítico do atual sistema, já que em torno de 2.500 toneladas de resíduos domiciliares são aterradas todos os dias no Lixão da Estrutural, correspondendo a quase 98% do que foi gerado. Apenas 2% dos resíduos gerados no DF são encaminhados para reciclagem, graças, quase que exclusivamente, ao trabalho dos catadores. Os resíduos da construção civil também assumem destaque pela expressiva quantidade de lixo gerada diariamente no DF, em torno de 6.000 toneladas.

Responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de coleta, destinação e tratamento dos resíduos sólidos do DF, a ADASA faz parte do Comitê Intersetorial de Resíduos Sólidos criado para acompanhar e assessorar as atividades que serão desempenhadas para a implantação do novo plano.

As ações articuladas pela ADASA e pelos diversos órgãos do GDF tem o objetivo de garantir que, até 2013, o lixo em Brasília não seja mais encaminhado para a Cidade Estrutural e que a coleta seletiva e a reciclagem avancem, com a participação das cooperativas dos catadores de material reciclável.

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