O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado nesta terça-feira (25/7), será lembrado com bela intervenção visual projetada na cúpula do Museu Nacional da República (MuN), das 19h às 22h. O trabalho em videomapping foi criado pelo Coletivo Coletores, que também exibe, até 10 de setembro, a exposição Signos de Resistência, Bordas da Memória, que apresenta mais de 250 obras, 50 delas inéditas, no espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).
Com pouco mais de um minuto de duração, o vídeo, intitulado AKOMA, mescla animação, intervenção urbana, palavra e tecnologia para homenagear mulheres negras e suas histórias de inspiração, superação e redenção. Entre elas a líder quilombola do século 18, Tereza de Benguela, a escritora Carolina de Jesus e a ativista e deputada Marielle Franco.

Outros projetos
Nesta terça-feira (25) às 21h, ainda em sessão especial em celebração à efeméride, será exibido no Cine Brasília o longa-metragem Amor Maldito, filme de 1984 de Adélia Sampaio estrelado por Monique Lafond e Emiliano Queiroz. Na semana passada, foi exibido o premiado curta-metragem Filhas de Lavadeiras, da professora e documentarista, Edileuza Penha.
Idealizado por meninas negras de Ceilândia, o projeto Malubá promove uma série de atividades formativas por meio de oficinas de teatro, workshop de escrita dramatúrgica, elaboração de portfólio e rodas de conversas. Os encontros, realizados nos dias 01, 03, 08, 10, 15, 17 e 22 de agosto, acontecem sempre das 9h às 12h no espaço Jovem de Expressão, localizado na Praça do Cidadão, em Ceilândia.
Iniciado em 17 de abril e com atividades previstas até o mês de agosto, a iniciativa Tranças no Mapa, idealizado e coordenado pela pesquisadora Layla Maryzandra, faz parte da pesquisa de campo do Programa de Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) da Universidade de Brasília (UnB) e pretende construir a 1ª Cartografia Sociocultural de Trancistas do Distrito Federal e Entorno. Na prática, como o nome indica, trata-se da trançagem de fios de cabelos que contam histórias e reforçam a identidade de mulheres negras.
A técnica remonta a uma prática cultural ancestral, de matriz africana, que funciona como resgate da autoestima e da sensação de pertencimento. É muito mais que um adorno. É um símbolo, como explica a pesquisadora Layla Maryzandra. Por meio de preenchimento de formulário eletrônico é possível a inscrição para participar da Oficina online de Patrimônio Cultural, em agosto 2023, e ainda responder à pesquisa que, entre outros questionamentos, pergunta se trançar é a principal atividade econômica da interessada, com quem ela aprendeu a arte e se ela reconhece a prática como sendo de origem africana.