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Brasília

Ação do GDF recolhe 93,5 kg de material eletrônico para descarte correto

Ação integra a Agenda Ambiental na Administração Pública e reforça práticas de logística reversa, gestão de resíduos e educação ambiental no DF

Redação Jornal de Brasília

19/11/2025 16h57

Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

A Comissão da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Instituto Brasília Ambiental realizou, na última sexta-feira (14), uma visita técnica à Organização da Sociedade Civil (OSC) Programando o Futuro, no Gama. A equipe entregou à entidade 93,5 kg de pilhas e baterias recolhidas ao longo de 2025 na sede da autarquia. O material foi pesado, protocolado e acompanhado da emissão de certificado de descarte de resíduos eletrônicos.

A Programando o Futuro é responsável pela gestão de Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), que recuperam equipamentos e os destinam a pontos de inclusão digital, como escolas, bibliotecas e telecentros. A visita foi a última das sete realizadas neste ano pela comissão A3P.

O coordenador da A3P, Webert Oliveira, destacou o papel das visitas técnicas no aprofundamento do conhecimento sobre sustentabilidade no Distrito Federal. “Elas nos ajudam a compreender a totalidade dos processos e aperfeiçoar nossas ações e relações com parceiros envolvidos nas temáticas da A3P”, afirmou.

Gestão de resíduos e logística reversa

Oliveira também ressaltou o protagonismo do DF na gestão de resíduos e na logística reversa, além da evolução da OSC nessa área. Segundo ele, a Programando o Futuro alcançou nível de excelência reconhecido internacionalmente, inclusive com certificação ISO 14001:2015.

O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, lembrou o impacto econômico e social da reciclagem. Ele destacou que o setor gera empregos, reduz o volume de lixo em aterros, prolonga a vida útil dessas instalações e evita danos ambientais, como contaminação e proliferação de doenças.

Para a auditora fiscal e integrante da A3P, Bárbara Fonseca, o descarte adequado de resíduos eletrônicos é um dos grandes desafios atuais. Ela aponta que a irregularidade na disposição desse tipo de material é recorrente no DF e reforça a importância de iniciativas como a da OSC. “Além de lidar com elementos tóxicos, enfrentamos a falta de locais adequados para descarte, especialmente em áreas afastadas. Ver esse trabalho renova nossa esperança”, afirmou.

A educadora ambiental e também membro da comissão, Aline Barreto, destacou que a sensibilização e a conscientização são etapas complementares. Para ela, entender o impacto do lixo eletrônico e adotar práticas de destinação correta são ações essenciais para a mudança cultural.

Pontos de entrega e próximos passos

O material recolhido será encaminhado pela Programando o Futuro aos pontos de tratamento da Green Eletron, empresa parceira responsável pela logística reversa de eletrônicos de consumidores finais. O DF possui mais de 100 pontos de entrega voluntária (PEVs), dez deles em Unidades de Conservação administradas pelo Brasília Ambiental, como os parques ecológicos Sucupiras, Jequitibás, Paranoá, Asa Sul, Olhos D’Água, Veredinha, Areal, Três Meninas, além da Estação Ecológica Águas Emendadas e do Monumento Natural Dom Bosco.

A comissão A3P prevê repetir o número de visitas em 2026, incluindo novos locais e retornando a unidades já visitadas, ampliando a participação de servidores. A agenda do próximo ano deve ser divulgada no início de 2026.

Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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