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Brasília

Academia de Tênis será completamente desativada até 2012

Arquivo Geral

13/05/2011 16h56

Larissa Santiago
larissa.santiago@jornaldebrasilia.com.br

 

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As últimas atividades ainda exercidas na Academia de Tênis José Farani estão com os dias contados para acabar. Após 40 anos de glória servidos à nata brasiliense (e do Brasil) o resort, que foi palco de importantes decisões e escândalos políticos, está largado ao descaso e à própria sorte.

 

Um ano depois do incêndio que levou à desativação das dez salas de cinema da Academia de Tênis em maio de 2010, o complexo não dispõe mais do serviço hoteleiro e desportivo, além do auditório para shows e eventos.  Não fosse por uma academia que aluga parte do terreno e os três restaurantes que restaram no local, o resort localizado no Setor de Clubes Sul de Brasília teria fechado completamente as portas. Mas isso deve ocorrer em breve.

 

Foto: Rafaela Felicciano-Cedoc 03.05.2010

 

Há alguns anos, a Academia de Tênis José Farani contava com seis restaurantes. Aos poucos esses foram fechando e hoje apenas três funcionam no local. Eram três casas de culinária brasileira e outros três dedicados a sabores estrangeiros. Restaram o Dom Francisco, o japonês Kosui e o chinês Long Xiang. E esses que ficaram têm data marcada para fechar.

 

Vendida pela família Farani para o Grupo HC e a Attos Empreendimentos, as empresas firmaram um contrato com os restaurantes que termina no final de 2012, de acordo com a assessoria  do Grupo HC.

 

O Dom Francisco, porém, se antecipa e prevê o fechamento do restaurante para o final deste ano ainda.  Segundo o gerente da unidade da Academia de Tênis, que preferiu não se identificar, o espaço será apenas fechado e não remanejado para outro local e os funcionários – cerca de 25 – serão diluídos nas outras lojas da rede na cidade. “Hoje o que a gente vê é que os clientes não vêm aqui por acharem que o restaurante está fechado”, avalia. Ele diz ainda que o movimento atual nem se compara com o de antigamente.

 

Essa falta de clientes pôde ser comprovada pela equipe de reportagem do Clicabrasilia. Em cada restaurante não havia mais do que três mesas ocupadas durante o horário de almoço da quinta-feira.  “O movimento caiu ainda mais depois que o hotel e o cinema fecharam. Eles traziam gente para cá”, conta o gerente.

 

A dona do restaurante chinês Long Xiang não quis se pronunciar. Um funcionário dela informou que a mudança será feita até 2012, mas ainda não sabe pra onde e nem quando. O gerente do restaurante japonês Kosui disse que não tinha nada a declarar sobre o assunto.

 

Novos Projetos


De acordo com a responsável pelo marketing do Grupo HC não há previsão para novos projetos para o complexo. Ela contou que os novos diretores ainda não decidiram o que irão fazer com o espaço.

 

Mas fazer novas obras na Academia não será fácil. Segundo o chefe de assessoria de fiscalização de obras da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), Dimas Júnior, o terreno onde ela está localizada possui diversas irregularidades. “Eu não sei dizer quais são, quantas são e nem quantos metros quadrados ocupam, mas sei que há obras irregulares lá”, diz.

 

O assessor de fiscalização explica ainda que, para realização de novas obras, será necessário que os proprietários apresentem um novo projeto para a administração regional de onde o terreno está localizado e, após a aprovação deste projeto, poderão fazer mudanças.  “Se eles iniciarem as obras sem alvará, cabe à Agefis notificá-las e embargá-las.”

 

Saiba +


Quando houve o incêndio que destruiu as salas do Cine Academia, foram apontadas diversas irregularidades, entre elas extintores de incêndio sem carga e com data de validade vencida.

 

Após o acidente, o Corpo de Bombeiros divulgou um laudo que identificou 39 irregularidades em todo o resort.

 

Em uma crise enfrentada pelo complexo da família Farani na última década foi constatada uma dívida estimada em mais de R$ 100 milhões.

 

Na época, o então fundador da Academia de Tênis, José Farani, foi preso e condenado por sonegação fiscal de cerca de R$ 15 milhões.

 

Em 2005 a administração regional do Jardim Botânico noticiou que o administrador de Brasília na época iria enviar um ofício ao secretário de Fiscalização das Atividades Urbanas (Sefau), solicitando a desocupação de 33 mil metros quadrados de área que haviam sido ocupados irregularmente pela Academia de Tênis.

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