Uma experiência marcante em outro país e a oportunidade de conhecer o mundo. Isso é o que estudantes da rede pública do Distrito Federal poderão ter acesso com o programa Pontes para o Mundo 2026. As inscrições para a 2ª edição do projeto já estão abertas e vão até o dia 13 de abril. O Jornal de Brasília conversou com participantes da 1ª edição, que relataram a experiência única vivida no Reino Unido.
O edital para 2026 foi divulgado pela Secretaria de Educação do DF (SEEDF) no dia 30 de março. Estudantes do segundo ano do ensino médio regular, da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e dos colégios militares podem participar para ter a oportunidade de conseguir um intercâmbio internacional. Os alunos selecionados participarão de intercâmbio com duração de 13 a 16 semanas em países de língua inglesa, espanhola e francesa. Entre os destinos, estão Reino Unido, Canadá, Espanha e França.
A então secretária da Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou as novidades para a segunda edição do projeto. “É uma grande alegria e um imenso orgulho testemunhar mais uma edição desse programa, que tem transformado a educação pública do Distrito Federal e ampliado horizontes para tantos jovens. Iniciamos essa trajetória com 102 estudantes e, neste ano, alcançamos um novo patamar ao proporcionar a 400 alunos uma experiência internacional enriquecedora”, disse.
Experiência inesquecível
O JBr conversou com três estudantes que participaram da primeira edição do Pontes para o Mundo e foram até o Reino Unido no ano passado. Giovana Rodrigues, 17, aluna do CED Stella CGT em Planaltina, passou três meses na Inglaterra.

“A experiência foi simplesmente incrível, todos os dias pareciam ser um sonho e ao mesmo tempo um filme, todas as pessoas foram receptivas e fomos bem acolhidos. Nosso grupo desenvolveu uma ótima relação e sempre saíamos para passeios, sejam organizados pelo próprio colégio em que estávamos, com os nossos hosts, ou simplesmente somente os alunos do projeto”, comentou a jovem.
Emanuel Costa, 17, estudante do CEM 12 de Ceilândia, foi para o País de Gales e também falou da experiência de estar em local totalmente diferente.

“Você vivendo em um país de primeiro mundo e tendo contato com uma nova cultura, com um novo povo, uma nova língua – porque além do inglês eles também falam galego. Então, realmente é algo que acrescenta na sua vida, que te traz uma nova perspectiva de vida e você entende o quão grande realmente o mundo é”, contou o aluno.
Geovane Oliveira, do CED 104 no Recanto das Emas, foi outro estudante que foi para a Inglaterra. Ele contou que algo muito legal que pôde fazer durante a experiência no país foi conversar em inglês com nativos.

“O projeto inteiro foi muito massa. Se tivesse a oportunidade de ir de novo eu iria porque é uma experiência muito massa. No intercâmbio, eu tive a oportunidade de me conhecer, de saber como lidar com a independência. Você aprende como você vai arquitetando a sua vida sozinho. Isso eu acho que foi um dos fatores mais legais”, afirmou.
Ampliação do projeto
As inscrições para a segunda edição devem ser feitas no site do Pontes para o Mundo, pelo estudante ou responsável legal. O prazo final, no último dia da inscrição, é até as 22h. “Esta edição traz muitas novidades, pois passamos a contar com a participação de estudantes das escolas militares do DF, como o Tiradentes e o Dom Pedro II, o que é motivo de grande alegria para esses alunos”, explicou David Nogueira, coordenador do programa. O processo seletivo será dividido em etapas.
A primeira consiste na análise documental, de caráter eliminatório e classificatório. Já a segunda etapa será a prova de conhecimentos em línguas estrangeiras (inglês, espanhol e francês), marcada para acontecer entre os dias 9 e 10 de maio de 2026. Durante o período no exterior, os alunos terão imersão em instituições educacionais e convivência com estudantes de diferentes nacionalidades, com atividades realizadas na língua oficial do país de destino.
Oportunidade única
Giovana, Emanuel e Geovane afirmaram que a experiência do intercâmbio é algo único. “No começo pode ser aterrorizante, mas depois perceberá que está vivendo um sonho que ficará pra sempre dentro de você”, relatou a adolescente. Para os estudantes que vão tentar participar em 2026, Giovana destacou a importância de aproveitarem o máximo que puderem. Fazer novas amizades, visitar todas as cidades ao seu alcance, comer coisas diferentes e experimentar basicamente tudo”.
Para Emanuel, o projeto é uma chance que muitos sequer imaginavam. “A gente sabe que grande parte dos estudantes da rede pública do DF jamais conseguiriam ter essa oportunidade, ter a situação financeira confortável para realizar esse tipo de intercâmbio. Eu diria realmente para esses estudantes se esforçarem, se dedicarem, terem confiança e focarem em conseguir essa vaga”, comentou o jovem.
Por fim, Geovane ressaltou que é importante estudar para depois aproveitar ao máximo o intercâmbio. “Estudem porque lá vão ter muitas oportunidades para vocês verem as áreas que vocês gostam. Lá é tudo muito denso, você consegue aprender de tudo”, finalizou o estudante.