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Brasília

À espera da hora histórica

Arquivo Geral

13/07/2007 0h00


Difícil esquecer a histórica conquista da medalha de bronze de Vanderlei Cordeiro de Lima, nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Na liderança e perto de faturar o ouro, o maratonista foi atacado por um ex-padre irlandês. Vanderlei conseguiu se recuperar e terminou em terceiro. Subiu ao pódio sorridente. Não parecia carregar raiva. Exibia o verdadeiro espírito olímpico, ou seja o importante é competir.

A imagem que vem na lembrança é o maratonista completando a prova carregando a bandeira do Brasil. Hoje, ele entrara para a história mais uma vez, com a bandeira verde-e-amarela nas mãos. Agora, como porta-bandeira da delegação brasileira no Pan.

Hoje, na cerimônia de abertura, durante o desfile das 42 delegações, Vanderlei será o representante dos 659 competidores do Brasil. “Estou muito feliz e jamais esquecerei este momento. Sei que todos queriam estar no meu lugar, mas a bandeira Brasileira estará em boas mãos. Já imagino o estádio lotado numa grande festa”, diz, ao ser anunciado como porta-bandeira.

Além de medalhista de bronze em Atenas, ele é o atual bicampeão dos Pan. Conquistou ouro em Winnipeg (1999) e em Santo Domingo (2003). No Rio, continuará representando o Brasil na maratona e está bem cotado na lista de favoritos. “Somente o esporte me deu e continua dando a única oportunidade que tive na vida para ser alguém. Soube aproveitá-la para fazer feliz não somente a mim, mas à nação”, declarou o maratonista.

Delegação
O que ninguém sabe ao certo é quantos atletas estarão atrás do corredor durante o desfile. Por causa do cronograma de provas dos Jogos, nem todas as seleções já ocuparam seu espaço na Vila. Mesmo assim, o Co-Rio pediu para que todos os ausentes fizessem o máximo de esforço para comparecer à cerimônia.

Quem participar estará vestido com agasalho branco com listras verdes e amarelas, na altura do peito. O branco foi priorizado, segundo o COB, para representar o desejo de paz transmitido pelo esporte. Na parte de trás do uniforme tupiniquim, na altura dos ombros, o nome do Brasil estará em letras amarelas.

Os homens vestirão calças e as mulheres, saias. Todos confeccionadas na cor verde-bandeira, representando a natureza. A aposta do diferencial estará nos chapéus-panamá, estilizados em verde-e-amarelo para as equipes masculina e feminina, respectivamente.

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