Jurana Lopes
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Quedas de energia perturbam a vizinhança da Quadra 18 de Sobradinho I há cerca de um mês. Para piorar a situação, em uma das interrupções, vários aparelhos eletrônicos dos moradores do Conjunto K queimaram. Indignado com o prejuízo, o servidor público Luís Resende, 48 anos, fez uma denúncia ao JBr. por meio do WhatsApp.
Na semana passada, em um dos picos de energia, Luís teve a máquina de lavar, o telefone sem fio, lâmpadas e carregadores de celular queimados. “Quando a luz voltou, veio muito forte. Por isso, queimou um monte de aparelhos ligados na tomada, além de lâmpadas. Se sem chover aconteceu isso, imagina com a chuva?!”, questiona.
Para Luís, a resposta da Companhia Energética de Brasília (CEB) não foi convincente. Ele foi informado de que precisa levar notas fiscais e orçamentos no Na Hora para abrir o processo. “Eu já mandei arrumar a máquina de lavar e troquei algumas lâmpadas. Sei que vou ficar no prejuízo, porque o rapaz que arrumou não emite nota fiscal. Gastei R$ 280 e só tenho uma nota de R$ 140 para levar até a CEB”, explicou.
O servidor também reclama da iluminação pública, pois alguns postes tiveram as lâmpadas queimadas e a companhia ainda não arrumou, mesmo com as reclamações feitas pelos moradores.
Volta com força total
Moradora do mesmo conjunto, a dona de casa Jeane Melo, 51 anos, afirma que teve dois chuveiros e uma coifa queimados, além de quatro lâmpadas estouradas pelo pico de energia elétrica. “Semana passada foi terrível porque faltou luz todos os dias. Geralmente, depois da 18h. O problema é que fica indo e voltando e, na hora que volta, chega forte demais. Meu chuveiro derreteu toda a fiação, as lâmpadas estouraram. Foi algo absurdo de explicar”, relembra.
De acordo com ela, a energia era estável na cidade até um mês atrás, quando as quedas passaram a ser constantes. Seu prejuízo ficou em torno de R$ 2 mil, e, agora, ela está atrás de orçamentos para levar à CEB, pois quer receber o ressarcimento pelos danos nos aparelhos.
Despesas vão além dos equipamentos
Décio Santana, vizinho de frente da dona de casa Jeane Melo, teve ainda mais perdas que ela. Sete aparelhos e seis lâmpadas da residência do servidor estragaram.
“Os prejuízos foram imensos, pois queimaram a coifa, telefone sem fio, modem de internet, portão, televisão, micro-ondas, climatizador e as lâmpadas. A coifa vai dar bastante trabalho para arrumar, porque terei que quebrar o teto e depois gastar com pedreiro e com pintura. Esse é um tipo de gasto que a CEB não vai querer ressarcir”, avaliou o servidor público.
Em oito anos na região, é a primeira vez que Décio passa por esse tipo de problema.
Orçamentos para acionar a CEB
O servidor público Décio Santana ainda não contabilizou o valor necessário para cobrir as perdas, mas acredita que não ficará abaixo de R$ 3 mil. Ele está fazendo os orçamentos para acionar a CEB.
“Eu não vou abrir mão desse ressarcimento. Não vou deixar isso barato, porque esse tipo de coisa gera muito transtorno para os moradores. A CEB é obrigada a fornecer segurança mínima na rede. Depois do pico, liguei e me avisaram que iriam mandar fazer vistoria na casa, mas ninguém apareceu. Tem alguns itens que já mandei arrumar, como lâmpadas e o portão. A CEB vai querer alegar que eu não deveria ter arrumado antes do parecer deles para não pagar. Mas, nem que eu entre na Justiça, vou querer o ressarcimento total do meu prejuízo”, afirmou.
Revoltado com a situação, o morador reclama da quantidade de detalhes técnicos que a CEB solicita para abrir um processo de ressarcimento. Décio tem medo de que ocorra um curto-circuito durante uma dessas quedas. Segundo ele, a última falha a ocorreu na tarde de domingo.
Falhas desconhecidas
Apesar de todos os relatos, a CEB informou ao JBr. desconhecer registros de problemas com quedas de energia ou variação de fornecimento na região mencionada na reportagem. A companhia pede que os clientes liguem para o número 116 quando houver a interrupção para que as providências cabíveis sejam tomadas.
