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Brasília

68 barracos derrubados na Invasão do Grêmio, no Guará II

Arquivo Geral

21/10/2008 0h00

Uma operação, approved envolvendo dez órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) e coordenada pela Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa), buy derrubou 68 barracos na invasão do Grêmio, atrás do Guará II. A ação começou às 9h e durou até o início da tarde. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi convocado para conter possíveis manifestações. No entanto,  não foi necessária a ação policial, pois os invasores de terra pública não esboçaram resistência.


De acordo com o chefe do Núcleo de Operações da Sudesa e comandante da operação, major Nonato Cavalcante, as edificações que foram ao chão não faziam parte da lista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab). Na relação, feita no final do ano passado, constam 138 famílias que vivem há, pelo menos, três anos no local. Essas não tiveram suas moradias demolidas.


Técnicos da Codhab estão analisando a situação de cada um dos moradores antigos. Os que atenderem todas as exigências do governo devem receber lotes nas recém-criadas quadras 829 e 833 de Samambaia Norte.  O sonho de ganhar um terreno fez muita gente migrar para a invasão do Grêmio nos últimos meses. “Essas pessoas vieram se instalar aqui achando que também iriam ser contempladas. Porém, elas não estão cadastradas e terão de sair”, enfatizou o major Nonato.


A Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest) ofereceu o albergue de Taguatinga aos desabrigados. No entanto, todos recusaram. “Se for para ficar em albergue é melhor morar na rua”, disse o pintor João Paulo da Silva, 33 anos, que garante viver há mais de três anos no local.


A operação mobilizou mais de cem homens, dois tratores e cinco caminhões. Outros dois foram usados no transporte dos pertences dos moradores. Há duas semanas, um incêndio destruiu 15 barracos na invasão. Por sorte, ninguém ficou ferido.

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