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Brasília

60% dos alunos consideram o campus da UnB inseguro

Arquivo Geral

21/07/2010 8h52

Da Redação,
com UnB Agência
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Entre os alunos da Universidade de Brasília (UnB), 60% consideram o local inseguro. Os dados são de pesquisa realizada por estudantes do Instituto de Psicologia da UnB. O medo atinge principalmente mulheres e pessoas do período noturno. Segundo o levantamento, 31% dos entrevistados apontam a iluminação precária como a causa do temor. As redondezas da Biblioteca Central (BCE) e Reitoria aparecem como os locais mais perigosos do campus, seguidos do caminho para chegar à Avenida L2 Norte.

 

Ao todo, cem pessoas responderam ao questionário com perguntas sobre segurança: 50 homens e 50 mulheres de turnos diferentes. Para 24% dos entrevistados, a pequena quantidade de pessoas transitando pela universidade é a causa do medo. A ausência de policiamento aparece como o motivo da insegurança para 21% dos estudantes. O grupo ouvido no primeiro semestre de 2010 ainda mencionou as áreas isoladas, a vegetação alta e o histórico de crimes na UnB como pontos críticos.

 

“A pergunta inicial que queríamos responder era se os estudantes se sentem seguros nos campi”, afirma Lara Percílio, uma das autoras do estudo realizado na disciplina Psicologia Ambiental, optativa no Instituto. O grupo partiu da hipótese de que as mulheres e os estudantes dos cursos noturnos se sentiriam menos seguros. Ponto que acabou confirmado pelo trabalho. Das 50 mulheres ouvidas, 38 – 19 do diurno e 19 do noturno – sentem medo. “Entre os homens o número cai para 22”.

 

Os cinco estudantes responsáveis pelo estudo sugerem a criação de campanhas que incentivem o comportamento mais cauteloso nas dependências da UnB. Panfletos informativos sobre o perigo de andar a partir de determinados horários em alguns locais do campus são medidas sugeridas pelo grupo. “Os dados obtidos a partir do estudo podem contribuir para a diminuição de ocorrências no campus”, completa Lara. O trabalho deve ser apresentado à administração da universidade.

 

Dados da Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio (CoPP) apontam que 90 ocorrências foram registradas no campus até junho de 2010. Para Edmilson Lima, coordenador da COPP, o número é baixo. “Houve um esvaziamento da universidade durante a greve”, explica. O crime mais cometido na UnB é o furto, com 70 casos registrados durante os seis primeiros meses do ano. Na semana passada, a UnB Agência divulgou vídeo do furto de uma câmera e dois laptops na UnB TV.  

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (21) do Jornal de Brasília.

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