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Brasília

36 motociclistas já morreram neste ano

Arquivo Geral

10/08/2010 8h10

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O desrespeito às leis, a grande frota de veículos e a pressa em chegar ao destino podem ocasionar tragédias, principalmente para quem fica mais exposto à imprudência nas vias. A cada quatro vítimas fatais de acidentes de trânsito, uma era motociclista. De acordo com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), até abril deste ano, 36 motociclistas perderam a vida nas ruas da cidade. O número só é menor que o de pedestres, 41 no mesmo período. As mortes nos primeiros meses do ano representam 41% do total de mortes de todo o ano passado, que somaram 87. 

 

 

Quem passa a maior parte do dia em cima de uma moto, como Luciano Carvalho Rodrigues, 41 anos, sequer precisa de dados estatísticos para confirmar a realidade. Ele, que trabalha há oito anos como motobói, perdeu três amigos para a violência no asfalto.

 

 

“A moto é meu ganha-pão, não posso parar. O trânsito está complicado, o pessoal se preocupa com o engarrafamento e esquece das leis. Falta respeito tanto por parte do motorista quanto do motociclista”. Há quatro meses, Luciano passou por seu primeiro susto. Foi fechado por um veículo na BR-070 e quase colidiu com um caminhão. Ele caiu no asfalto e sofreu escoriações, mas reconhece que poderia ter sido bem pior.

 

 

“A profissão é perigosa, só fica quem tem coragem de enfrentar o dia a dia. Minha mãe sempre recomenda, mas eu amo a vida em duas rodas”. A frase é do motobói João Paulo Menez, 23 anos, que por pouco não foi um dos primeiros casos de morte no trânsito deste ano. 

 

 

Em 9 de janeiro, às 15h40, horário de pouco fluxo na Esplanada, um veículo atravessou em alta velocidade na frente da moto de Menez. “Só tive tempo de tirar do carro para evitar a batida”, contou. Foram necessários quatro meses de fisioterapia para recuperar plenamente os movimentos do braço esquerdo. Esse foi o segundo acidente no qual Menez se envolveu em cinco anos de profissão. Como a maioria dos colegas, ele também acumula perdas. “Dois amigos morreram de acidente e eu já presenciei vários”. 

 

 

Paixão

 

O medo e as cicatrizes, no entanto, não são suficientes para fazê-lo mudar de ofício. “Eu só largo se puder fazer faculdade, um curso que eu goste muito”, disse.

 

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (10) do Jornal de Brasília.

 

 

 

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