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Brasil

Voluntários devem tomar vacina contra a covid-19 ainda neste mês

Unifesp rercrutará 2 mil membros, sendo 1 mil de São Paulo e 1 mil do Rio de Janeiro. Estes membros devem ser profissionais de saúde ou trabalhadores expostos ao vírus

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A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se organiza para recrutar voluntários para receberem uma dose da vacina experimental contra a covid-19 ainda neste mês de junho. A instituição deve recrutar 2 mil pessoas, sendo 1 mil do Estado de São Paulo e 1 mil do Estado do Rio de Janeiro.

Estes 2 mil voluntários deverão ser profissionais de saúde ou trabalhadores altamente expostos ao vírus, como equipes de limpeza de hospitais e motoristas de ambulância.

A vacina é desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. A Unifesp deve abrir um sistema de recrutamento de voluntários em poucos dias. 

Um dos motivos pelos quais o Brasil foi selecionado como local da pesquisa é o fato da pandemia ainda estar em crescimento acelerado no país, com mais de 500 mil casos e mais de 31 mil mortes. O pedido de teste clínico no Brasil foi aprovado na noite de terça-feira (2) pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Sobre a ação e a vacina

Esta fase de elaboração da vacina é um ensaio clínico experimental. É um teste de fase 3 (que avalia a eficácia do produto) para uma vacina criada a partir de um vírus que causa resfriado em chimpanzés. O patógeno foi alterado em laboratório e tornado incapaz de se reproduzir em humanos. O que o transforma numa vacina é o fragmento de uma proteína do novo coronavírus que é incorporada a ele e atua como antígeno: faz o sistema imune se preparar para a chegada do vírus real.

Testado em macacos resos, o imunizante batizado de ChAdOx1 teve bom efeito e conseguiu proteger os animais de pneumonia viral, ainda que não tenha impedido a infecção em si. Depois disso, passou por um estudo de fase 1 no Reino Unido, etapa que avaliou a segurança do produto. A fase 2, que avalia a capacidade da vacina de criar uma resposta imune, ainda não acabou, mas já há sinal verde para início da fase 3.

— Esse é um processo que deve ser muito rápido, e a gente pretende começar o estudo ainda neste mês, só não tenho data precisa — diz Lily Yin Weckx, médica que coordena o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), unidade da Unifesp que coordenará os trabalhos.




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