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Salvador prevê reabertura mediante queda de ocupação de UTIs

Os shoppings só poderão abrigar uma pessoa para cada nove metros quadrados e poderão liberar apenas 50% das vagas de estacionamento

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João Pedro Pitombo
Salvador, BA

A Prefeitura de Salvador e o governo da Bahia apresentaram nesta terça-feira (7) o plano de reabertura das atividades econômicas para a capital baiana.

A proposta prevê a reabertura de estabelecimentos em três fases mediante a queda da ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com a Covid-19. Nesta segunda-feira (6), esse índice era de 79,5% na capital baiana, somando leitos estaduais e municipais.

Os shoppings, o comércio de rua, templos religiosos e atividades em formato drive-in serão os primeiros a serem autorizadas. Para isso, Salvador precisa registrar um índice de ocupação dos leitos de UTI igual ou menor que 75% por cinco dias consecutivos.

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Na segunda fase, condicionada a um índice de ocupação de UTIs de 70%, permitirá a reabertura de academias, barbearias, bares, restaurantes, museus e centros culturais.

A terceira etapa prevê a reabertura de parques, teatros, cinemas casas de espetáculo e centros de convenções e exigirá uma queda da ocupação dos leitos de terapia intensiva igual ou menor que 60%.
A abertura de parques públicos, praias e a volta de campeonatos de futebol terão protocolos próprios que serão anunciados posteriormente.

Shoppings e comércio de rua funcionarão em horário restrito e escalonado para evitar pressão sobre o sistema público de transporte. Templos religiosos também terão horário restrito, com exceção dos domingos, quando o movimento nos ônibus e no metrô é menor.

Os shoppings só poderão abrigar uma pessoa para cada nove metros quadrados e poderão liberar apenas 50% das vagas de estacionamento.

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O anúncio da reabertura no momento em que Salvador vive seu momento mais crítico da pandemia, com 38.695 casos da Covid-19 e 1.504 mortes. O avanço da doença é mais forte nas periferias: os dez maiores bairros periféricos da cidade tiveram um aumento de 1.200% dos casos nos últimos 40 dias.

Na última sexta-feira (3), conforme antecipado pela Folha, comitê científico do Consórcio Nordeste sugeriu medidas restritivas ainda mais rígidas na capital baiana, como o bloqueio total das atividades.

Nesta terça, o governador Rui Costa (PT) justificou a decisão de não decretar lockdown afirmando que o número de novos casos e de novas internações de pacientes com a Covid-19 se estabilizaram em Salvador.

“Neste momento, entendemos que não cabe lockdown. Seria um sacrifício desnecessário para uma cidade que está com uma taxa diária de 2% de crescimento dos casos” afirmou o governador.

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Ele ainda afirmou que, prefeitos e governadores “lidam com a realidade concreta” e não necessariamente devem acatar as sugestões do comitê científico.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), também afirmou que não vê necessidade de adotar medidas ainda mais rígidas. Ele destacou que a reabertura das atividades econômicas se dará de forma gradual, em ciclos de 14 dias, com intensa fiscalização das autoridades municipais.

Ele também defendeu a reabertura de templos religiosos já na primeira fase, destacando que poderão funcionar apenas com 20% da sua capacidade e limite máximo de 50% pessoas.

“Não dá para comparar o risco de transmissão de uma igreja com o de um cinema. As igrejas, em geral, são ambientes mais arejados e têm a presença do líder religioso para garantir o ordenamento. Além disso, as pessoas ali vão em busca de amparo espiritual e não de lazer”, afirmou.

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Governador e prefeito ainda destacaram que setores que tiverem a abertura autorizada poderão ser novamente fechados caso haja um aumento da ocupação de leitos de terapia intensiva em Salvador e reiteraram a necessidade de cumprimento dos protocolos de distanciamento e higiene.

As informações são da FolhaPress


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