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Rio desativa hospitais de campanha e pacientes são transferidos

O ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, além de dois subsecretários, estão presos por suspeita de fraudes envolvendo contratos para construção de hospitais de campanha

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Waleska Borges
Rio de Janeiro, RJ

O governo do estado do Rio de Janeiro resolveu desativar, nesta sexta-feira (17), os hospitais de campanha do Maracanã, na zona norte, e de São Gonçalo, na região metropolitana, que foram montados para receber pacientes com Covid-19. Os pacientes estão sendo transferidos para outros hospitais. As duas unidades foram as únicas, dos sete hospitais de campanha prometidos pelo governo estadual, que foram inauguradas durante a pandemia do novo coronavírus.

O ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, além de dois subsecretários, estão presos por suspeita de fraudes envolvendo contratos para construção de hospitais de campanha e compra de respiradores.

O suposto esquema de corrupção já teve vários investigados em três operações distintas. Na operação Placebo, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão no Palácio Laranjeiras, residência do governador Wilson Witzel. Na ocasião, foram apreendidos documentos e celulares do governador e da primeira-dama, Helena.

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Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a transferência dos pacientes de ambos os hospitais de campanha, para outras unidades hospitalares, ocorreu de forma preventiva. De acordo com a pasta, a medida foi tomada em virtude do término do contrato com a organização social Iabas, referente aos profissionais de saúde, que acontece neste sábado (18).

No último dia 14, a organização social informou à secretaria que não mais prestaria os serviços. A Iabas foi afastada da gestão dos sete hospitais de campanha por meio de decreto publicado no início de junho. O contrato com a organização social previa repasse de R$ 835,7 milhões.

Ainda de acordo com a pasta, os 26 pacientes do Maracanã, sendo 16 de UTI e 10 de enfermagem, estão sendo encaminhados para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, Hospital Municipal Ronaldo Gazolla e Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Já os oito pacientes de São Gonçalo estão sendo levados para o Instituto Estadual do Tórax Ary Parreira e Hospital Municipal Luiz Palmier: “Assim, os pacientes terão a saúde preservada e poderão dar continuidade em seus tratamentos”.

Na tarde desta sexta-feira, profissionais de saúde do hospital do Maracanã protestaram em frente à unidade. O grupo cobrava o pagamento de salários atrasados. Os funcionários reclamaram de demissões sem rescisões contratuais e acerto de contas.

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Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde nega que os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo serão fechados neste momento. A Fundação Saúde irá ceder profissionais para atuarem nas unidades para onde os pacientes estão sendo transferidos. Questões trabalhistas serão resolvidas pela Iabas.

As informações são da FolhaPress




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